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Work exchange: aprenda como se hospedar grátis no Brasil ou em 170 países, por Franciele Viana

Franciele Vila

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Uma vez me falaram que eu precisava colocar os pés no chão e parar de sonhar coisas intangíveis. Depois de escutar essa frase parei de contar meus sonhos e passei a planejar para realizá-los.  O maior deles: conhecer   o mundo. Tenho aprendido ao longo dos últimos seis meses em viagem pelo México e Chile que isso nem é tão difícil assim.

Início essa coluna com um grande desejo de motivar mulheres como eu: vindas de periferias, negras, com renda inferior a dois salários mínimos, a saber que é possível. É possível conhecer diversos países sem falar outro idioma, morar fora com economia de menos de R$ 5 mil, desbravar o desconhecido, conhecer lugares e pessoas, aprender uma nova língua, viajar sozinha e sem medo.

Aqui vamos falar sobre planejamento, dicas de países que já visitei, como economizar na compra de passagens áreas e um pouco do que tem sido viver fora do Brasil.

Prazer, sou Franciele Viana, relações públicas, especialista em Gestão de Políticas Públicas com enfoque em raça e gênero, pesquisadora na área de políticas públicas de juventude, camaçariense de Monte Gordo e agora guia, executiva de vendas de tours, vendedora de seguro saúde, garçonete, recepcionista de hostel, dentre outras muitas coisas que tenho aprendido trabalhando nos países que estive.

Será um prazer tê-los por aqui!

Work exchange

Em maio de 2019 fui para minha primeira experiência internacional de longo prazo, um período sabático de três meses no Chile, mas já se passaram sete e aqui estou vivendo fora do país. A ideia era ficar um tempo longe do Brasil, conhecer uma nova cultura e aprender espanhol, mas Santiago é encantadora e me apaixonei perdidamente por tudo na cidade. Em uma semana tinha um trabalho como executiva de vendas em uma empresa de turismo e vivia bem trabalhando em um hostel em troca de café da manhã e alojamento. A propósito, é sobre isso o tema da coluna de hoje:  Worldpackers, WorkAway, Hopineo – opções de acomodação a zero custo pelo mundo.

Nunca havia escutado falar da possibilidade de viajar sem pagar por hospedagem até chegar a Buenos Aires, em minha primeira trip solo para fora do país em 2018, e conversar com várias pessoas, em sua maioria jovens com menos de 29 anos que viviam em hostels sem pagar por café da manhã e uma cama em quarto compartilhado com outros voluntários.

Como fazer isso?  Há várias plataformas que te possibilitam. A mais conhecida dentre os mochileiros é a brasileira Worldpackers. Um aplicativo que permite com custo de US$ 50 (cinquenta dólares) anuais ter contato com espaços que tem interesse em receber pessoas para trabalho entre quatro e seis horas em troca de café da manhã e a possiblidade de ter jantar e almoço incluso. O site apresenta as possibilidades e cabe ao interessado apresenta-se, após uma avaliação, os termos de voluntários são colocados e  um acordo é firmado através da plataforma, a mesma garante um seguro caso os planos  não deem certo.

A principal vantagem ao utilizar esse recurso é a economia aliada a imersão na cultura local e ao desenvolvimento de novas habilidades. Pousadas, ONGs, comunidades e projetos ecológicos também oferecem oportunidades nos 170 países que há presença da empresa.

Minha primeira experiência aconteceu há sete meses em Santiago. Cheguei no país sem falar espanhol e isso não foi uma dificuldade, tendo em vista que todos os voluntários, gerente e proprietário tinham total interesse em me ajudar no aprendizado do novo idioma. A primeira atividade foi fazer o café da manhã, que incluía preparar lindas panquecas para um total de 20 hóspedes ou mais. Nas semanas seguintes também passei a fazer camas e limpar banheiros, até ser escalada para ser a “brasileira do café da manhã”, dois meses fazendo café e fui “promovida”. Com um espanhol melhor do que cheguei, passei a recepcionar os hóspedes em dois dias em que o hostel oferecia noite de vinho grátis, além de trabalhar nas redes sociais.

Essa sem dúvida foi a melhor experiência da minha vida. Trabalhava por 5h, de 7h às 12h e o resto do tempo tinha livre para integrar a equipe de vendas de uma renomada agência de turismo especializada em atendimento ao público brasileiro.

Além da Wordlpackers, outros sites com o mesmo serviço são a WorkAway – plataforma que conecta pessoas interessadas em fazerem intercâmbio cultural em troca de comida e acomodação por alguns dias ou meses e a Hopineo, uma rede que busca incentivar viajantes a trocar seu tempo e habilidades em estabelecimento turístico engajado com um turismo responsável, autêntico e cidadão.

Me conta, você  já conhecia essa modalidade de trabalho? Tem coragem de se aventurar pelo mundo dessa forma?

*Franciele Viana é relações públicas, especialista em Gestão de Políticas Públicas. Hoje vive em Cancún no México e escreve sobre dicas de como economizar para sua próxima viagem.

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*Este espaço é plural e tem o objetivo de garantir a difusão de ideias e pensamentos. Os artigos publicados neste ambiente buscam fomentar a liberdade de expressão e livre manifestação do autor(a), no entanto, não necessariamente representam a opinião do Destaque1.

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