Catedral Basílica de Salvador lança campanha para recuperação de sinos

Confeccionados em bronze, quatro sinos instalados na torre esquerda da Catedral Basílica de Salvador, no Pelourinho, precisam ser restaurados. Para isso, a igreja lança campanha com a meta de arrecadar recursos para a recuperação dos sinos datados dos séculos XVI e XVII, e um deles chega a pesar mais de 1 tonelada.

Para que os sinos voltem a badalar no Centro Histórico da cidade, os fiéis poderão fazer a doação durante a realização das missas ou diretamente na Secretaria da Paróquia da Catedral.  Doações também podem ser feitas através da conta bancária da paróquia da Sé: Banco Bradesco (Agência: 3072. C/C: 080190-9 – CNPJ: 15257983/0003-85). “Esta restauração deverá nos custar cerca de 100 mil reais. Precisamos do apoio da comunidade para restabelecer este rito tão lindo e alegrar ainda mais os nossos corações”, disse padre Abel Pinheiro, pároco da basílica.

Segundo o padre, há mais de cinco décadas os sinos pararam de tocar, necessitando de um amplo trabalho de restauração. “Os sinos sempre fizeram parte da tradição cristã. Eles anunciam para toda a comunidade os acontecimentos, ruins ou bons. Precisamos resgatar esta tradição milenar, que eleva o nosso espírito e nos conecta com o divino”, disse Abel Pinheiro. “Eles estão danificados. Alguns sem badalos, trincados e sem eixo de sustentação”, completou.

A ideia é recuperar os sinos para a implantação do sistema para acionamento automático. “Vamos unir a tecnologia à tradição”, explicou o pároco Abel Pinheiro.

A Igreja Católica utiliza os sinos para indicar a presença de Deus nesse local, daí a tradição de que quando se entoa um sino, Deus observa e ouve a prece com mais atenção. Para cada acontecimento o sino toca de uma forma. Segundo padre Abel, os toques diferentes anunciam morte, grandes acontecimentos (como eleição de um papa), o horário de meio dia, o das 18h, hora da Virgem Maria, entre outros. “Temos toques mais leves, ou mais fortes. E na sexta-feira santa até a aleluia da Páscoa os sinos não tocam em sinal de silêncio e da morte de Cristo e voltam a tocar festivamente na Páscoa”, ensina ele.

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