“Eu tenho a liberdade de me posicionar assim”, dispara Oziel após críticas sobre voto contrário a PL do governo

Na semana passada, durante a primeira votação do Projeto de Lei (PL) 954/2018, que trata sobre a cobrança da taxa de publicidade para os empresários de Camaçari, o presidente da Câmara de Vereadores, Oziel Araújo (PSDB) votou contrário à proposta, acompanhando o posicionamento da bancada de oposição.

Na sessão de hoje (18), quando a redação final do PL foi colocada em votação e aprovada por 14 votos a cinco, o tucano manteve-se contra a matéria e afirmou que seguirá defendendo seus ideais e de seus eleitores, independente de estar na base do governo.

Na tribuna, afirmou ter ouvido de porta-vozes de grupos políticos que era “traidor”, “mentiroso” e rebateu as críticas falando que este foi o único projeto que se posicionou abertamente contra, dos 61 enviados pelo Governo Elinaldo nos dois anos em que esteve à frente da Casa, assegurando a governabilidade da administração municipal.

“Eu entendo que grupo, independente de qualquer circunstância, precisa andar coeso e andar unido. Nesses dias todos eu não tive ligações de lideranças do governo, de secretários de governo, de vereadores de governo para entender qual foi a minha posição nesse projeto”, falou.

“E o que eu ouvi foi chacota, infantilidades nas redes sociais por conta de posicionamento legítimo e livre. Eu tenho a liberdade de me posicionar assim”, complementou. “A democracia precisa ser assegurada, o voto precisa ser assegurado, os compromissos firmados em mesa de reunião precisam ser assegurados”, pontuou ao justificar o voto contrário.

Oziel alega ter votado não, porque em reunião com o prefeito Elinaldo Araújo (DEM), outras autoridades municipais e comerciantes, foi garantido que não seria cobrada taxa de publicidade de fachadas de estabelecimentos comerciais. No entanto, o projeto seguiu para o plenário mantendo este item.

Para o parlamentar, a cobrança de mais uma taxa impacta diretamente na receita dos negócios e na geração de empregos. “Os seis primeiros meses de 2019 serão de incerteza porque a gente não sabe como a economia vai reagir […], o nosso comércio não pode ter mais desemprego por conta de despesas geradas”, frisou. O tucano defende ainda que após a sanção do PL seja dado um prazo para dar início à cobrança.

“Se magoei a minha militância, se machuquei alguém, peço desculpas, mas mantenho minha posição”, finalizou.

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