Nesta sexta-feira (19), data em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, algumas escolas da rede estadual de ensino receberão a visita dos povos indígenas Tupinambá e Pataxó. A programação, que se estenderá ao longo do mês, integra o projeto intitulado ‘Abril indígena: vivências e práticas indígenas nas escolas públicas’.
No caso das visitas às unidades escolares não indígenas, o objetivo é proporcionar momentos de diálogos através de rodas de conversa, apresentação cultural, demonstração de modalidades esportivas indígenas, contação de histórias e troca de saberes, além de vivências indígenas.
Conforme a Secretaria da Educação do Estado (SEC), entre as unidades que participam do projeto está o Colégio Estadual Helena Celestino Magalhães, localizado na capital baiana.
Escolas indígenas na Bahia
A rede estadual conta com 71 escolas indígenas, sendo 27 sedes e 44 anexos. De acordo com a SEC, presentemente, já foram realizadas dez intervenções em unidades escolares estaduais indígenas, sendo quatro obras de construção de novas unidades situadas em Paulo Afonso, Glória, Rodelas e Prado; cinco obras de ampliação com modernização em Ibotirama, Muquém do São Francisco, Buerarema e Santa Cruz Cabrália; e uma obra de manutenção em Prado.
Dentre as novas escolas em construção está o Colégio Estadual Indígena Ângelo Pereira Xavier, no município de Glória. A instituição contará com guarita e bloco escolar, no padrão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com seis salas de aula, outro bloco de três salas de aula, bloco de laboratórios com sanitários, teatro estudantil, restaurante estudantil, quadra poliesportiva coberta, quadra de areia, vestiários, reservatório de água, subestação e acessibilidade.
Atualmente, a SEC ressalta que a rede estadual de ensino conta com 700 professores indígenas, sendo 88 efetivos e 612 com contrato por Regime Especial de Direito Administrativo (Reda). No caso dos discentes, são 7.361 estudantes indígenas matriculados.




