Caso Eva Luana: inquérito corre em segredo de justiça na 1ª Vara pela Paz em Casa; acusado segue em prisão preventiva na DEAM

Nesta terça-feira (19), a jovem de 21 anos, Eva Luana, de Camaçari, utilizou seu Instagram para relatar as agressões sofridas por ela desde os 12 anos pelo padrasto. Eva, sua mãe e suas irmãs eram vítimas de diversas formas de tortura, abusos e ameaças. O acusado se encontra em prisão preventiva e o inquérito foi encaminhado para a 1ª Vara da Justiça pela Paz em Casa, no Fórum Clemente Mariani em Camaçari, que tem como juiz Dr. Ricardo José Vieira de Santana.

A jovem, que foi dada como desaparecida no dia 30 de janeiro, havia fugido com medo de ser morta pelo padrasto, e ontem (19), esclareceu a situação em sua rede social. Eva conta que já havia denunciado as agressões, mas o caso não foi investigado e retirou a queixa após ameaças. “Quando eu fiz 13 anos denunciei. Nessa denúncia eu tinha certeza que seria salva por todos.  Mas não foi isso que aconteceu. O Estado falhou a tal ponto que o meu caso não chegou nem ao Ministério Público. Fui obrigada a retirar a queixa por ameaças do meu padrasto”, relata.

O acusado é Thiago Alves, ex-funcionário da Secretaria de Habitação de Camaçari (Sehab), e de acordo com a delegada da Delegacia de Atendimento a Mulher de Camaçari (DEAM), Florisbela Rodrigues da Rocha, o mesmo está sob prisão preventiva desde o dia 13 de fevereiro. Thiago está sendo indiciado pelos crimes de tortura, abuso e estupro, as testemunhas estão sendo ouvidas e as provas avaliadas. A 1ª Vara informou que o inquérito corre em segredo de justiça e por isso não podem ser fornecidos mais detalhes e informações sobre o caso.

A Sehab emitiu nota de repúdio e esclareceu que o acusado foi exonerado de sua função. “Assim que as primeiras informações sobre o caso chegaram à secretaria, o processo de exoneração do acusado foi imediatamente realizado e, desde o ocorrido, não possui nenhum vínculo com o referido”, informou a pasta em suas redes sociais.

O secretário Junior Borges se pronunciou a respeito do caso, também em suas redes sociais. “Pela aproximação conquistada com a garota Eva Luana, o secretário Júnior Borges, junto com a Sehab, tem acompanhando e estado atento à todas as informações sobre o caso, prestando solidariedade e dando todo o apoio possível para que esta terrível tragédia na sua vida tenha as menores consequências possíveis e que Eva possa seguir a sua vida com segurança, respeito e alegria”, relatou.

Além disso, diversas figuras públicas se pronunciaram sobre o caso e demonstraram indignação e solidariedade a Eva Luana. Entre as personalidades as atrizes Kéfera Buchmann, Ingrid Guimarães, Fernanda Nobre, Alice Weg e Fernanda Rodrigues; a ex-deputada federal Manuela Dávila, os cantores gospel Isaias Saad e Lydia Moisés, os jornalistas Astrid Fontenelle, Tia Má e Casemiro Neto, e a jogadora da Seleção Brasileira Feminina de futebol, Thais Guedes.

Entre as personalidades de Camaçari que se manifestaram, estão a professora de dança do ventre Angela Cheirosa, a cabeleireira Lyla Matos, a cantora Jamily Diwlay, a advogada e ex-candidata a prefeita Jailce Andrade.

Em resposta a um dos posts, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) orientou a vítima a procurar o Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher e da População LGBT (Gedem), localizado no bairro de Nazaré, em Salvador, ou a promotoria de Camaçari.

É válido lembrar que o disque 100 é considerado um pronto-socorro das denúncias contra direitos humanos, as ligações podem ser feitas de todo o Brasil por meio de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel (celular).

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