A crise dos 20 anos se tornou cada vez mais proeminente nos últimos anos devido às pressões substanciais que as gerações mais jovens enfrentam. O senso de urgência depositado socialmente, juntamente com as expectativas pessoais, entra em conflito, e tal comportamento vem adoecendo e matando muitos jovens e adultos.
Na atualidade, com o avanço da tecnologia e redes sociais, desenvolvemos um cenário teatral no qual nos colocamos como personagens, postando e compartilhando recortes bonitos com filtros e edições. Além disso, também ocupamos a posição de plateia, consumindo as atrações postadas.
A problemática da questão se dá pela falta de realidade apresentada, o que facilita a comparação e diminuição da própria história. Nos tornamos copiadores, seguindo tendências e comportamentos, desautorizando nossa singularidade e essência para adentrar na realidade fictícia apresentada nas redes. A grama verdinha do vizinho, mesmo que artificial, segue como um parâmetro do que seria uma vida bem-sucedida segundo os padrões.
Entretanto, esse período de transição não precisa ser carregado de inseguranças, comparações, medos e crises. Para a superação dessas imposições é necessário entender que a vida não é uma corrida e não somos competidores, é preciso celebrar e valorizar suas singularidades, respeitar sua história. No final o que importa não é a chegada, e sim o percurso.

Laiana França é mercadóloga, pós-graduanda em Gestão Empresarial e estudante de Direito, além de feminista e militante dos direitos humanos.
*Este espaço é plural e tem o objetivo de garantir a difusão de ideias e pensamentos. Os artigos publicados neste ambiente buscam fomentar a liberdade de expressão e livre manifestação do autor(a), no entanto, não necessariamente representam a opinião do Destaque1.



