Antes do jogo contra o Atlético-MG começar, a expectativa de que era possível estava muito baixa. Enfrentar o Galo embalado com a melhor campanha do segundo turno fez parte dos tricolores ficar desacreditada.
Mas quando a bola começou a rolar, o que se viu foi um time bem montado e com uma dedicação acima da média. Com uma grande atuação de Thaciano, o Bahia conseguiu um triunfo fantástico por 4 a 1. Faltava, no entanto, a outra parte do milagre, que seriam as derrotas dos concorrentes. O Vasco foi firme e venceu o Bragantino por 2 a 1, o que não ajudou, mas o Santos foi derrotado em casa diante do Fortaleza e acabou sendo rebaixado pela primeira vez na sua história.
Se ontem meu comentário era sobre os possíveis responsáveis pelo insucesso, hoje é preciso falar dos responsáveis pelo milagre. Começando por Marcus Felipe, seguro no gol, ele foi importante em muitos momentos durante a jornada; Juba entrou no meio da competição, ganhando espaço na reta final, e foi premiado com um gol no jogo decisivo; no meio campo, uma dupla implacável: Cauly e Thaciano são símbolos da garra e da técnica que moveram o Tricolor, quando eles foram bem, poucas foram as vezes que o time saiu derrotado; Biel, o atacante mais completo e mais insinuante na temporada; e por último, Rogério Ceni: todo torcedor tricolor ficou com uma sensação de que ele poderia ter chegado antes. Além da melhora na parte técnica do time, Ceni incorporou o espírito de ‘ser Baêeea’ e termina o ano com moral elevada com sua torcida.
Agora é pensar em um 2024 brigando por coisas maiores que justifiquem os investimentos e essa paixão sem limites da sua torcida. Até lá, comemore aliviado, torcedor tricolor.

Fabio Sena é administrador de empresas com pós-graduação em Gestão da Produção. Camaçariense com muito orgulho e fanático por futebol. @equipegolfc
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