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Jamessom planeja desconstruir organização estrutural da Câmara em seu mandato

O político foi eleito pelo Partido Social Liberal (PSL) com 1.027 votos.

Melissa Duarte

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Foto: Patrick Abreu/Destaque1

Em continuidade à série de entrevistas especiais com os novos vereadores de Camaçari, o Destaque1 apresenta nesta quarta-feira (16) o perfil de Jamessom da Silva, eleito pelo Partido Social Liberal (PSL) com 1.027 votos.

Jamessom da Silva Santos, 33 anos, solteiro, nasceu em Camaçari e já morou em diversos bairros do município. Estudou na rede pública e privada de ensino, passando pelo Luiz Rogério, Mundo Infantil, SESI, CEMA e Dom Pedro II. É pós-graduado em gestão pública e atualmente cursa Nutrição.

Ingressou na política em 2004 como apoiador do ex-prefeito Helder Almeida, e esteve na oposição durante 12 anos. Além de ser secretário-geral do PSL, em 2017 fundou o Movimento da Renovação da Câmara dos Vereadores, e neste ano, em sua primeira candidatura, conseguiu ser eleito.

O político afirma que, no início de mandato, vai tratar de pautas que visem a organização estrutural da Casa Legislativa e do gabinete, a começar pelo regimento da Câmara e pela Lei Orgânica de Camaçari. Após ter essas questões atendidas, Jamessom pretende partir para questões que envolvem a cidade.

D1 – Quem é Jamessom?

Jamessom – Jamessom é um jovem, filho de Camaçari, que chega na Câmara com uma grande responsabilidade, que é a de fazer uma renovação estrutural, não só na Câmara, mas na política em geral. Vou defender minha pauta a todo custo, isso é inegociável, sou da base do prefeito mas não serei o vereador do amém; pelo contrário, vim aqui para contribuir com minha cidade, pois nasci aqui e vivo aqui. Vim de um bairro periférico da cidade, tive que estudar bastante, tenho duas graduações e uma pós-graduação em administração pública, conheço essa casa como poucos. Estarei trabalhando, inicialmente, para além de defender minha pauta. Vou fazer mudanças estruturais, começando pelo regimento da Casa e a Lei Orgânica do município. Acredito que a renovação tem que chegar e mostrar qualidade, as pessoas esperam muito de mim e que eu coloque fogo no parquinho. Vou colocar fogo no parquinho se as minhas pautas não forem respeitadas. Se for necessário, vou colocar um pingo de agressividade para colocar uma pimenta nessa Câmara.

D1 – Como decidiu fazer parte do cenário político?

Jamessom – Eu ingressei na política em 2004, sou do grupo do ex-prefeito Helder Almeida, e, naquele momento, quando ele perdeu a eleição, tive a dignidade, como poucos, de manter a minha posição política. Me mantive na oposição durante 12 anos, até chegar ao poder, diferente de muitos, que hoje estão aqui na Câmara mas já fizeram parte de todos os grupos políticos. Chego na Câmara para defender que a renovação traz consigo a fidelidade. Não podemos aceitar que a Câmara sirva de trampolim ou de muda-muda, no qual os vereadores se posicionam de acordo com os vitoriosos que estão no poder. Os vereadores que foram eleitos na base do prefeito precisam se manter na base, e a oposição precisa ter dignidade de ficar na oposição. Não tenho a ideia de ser corporativista, não vou para a Câmara para fazer amigos, sei que não terei amigos aqui dentro. Venho aqui para disputar de forma honesta o espaço político da minha cidade, do qual a minha geração por muito tempo foi afastada da política.

Jamessom da Silva. Foto: Patrick Abreu/Destaque1

D1 – Na avaliação do senhor, quais são os pontos fortes e fracos da gestão Elinaldo?

Ouça:

 

D1 – Quais são os principais projetos que o senhor pretende realizar como vereador?

Jamessom – Eu tenho uma pauta já definida. Sou voluntário em diversos projetos sociais e também como padrinho de crianças especiais, pretendo trazer uma pauta de inclusão. Eu acho que não deve partir apenas de mim, mas da Casa Legislativa também. Essas pautas, além de melhorar a imagem da Câmara, mostra que temos uma bandeira. Ainda na pré-campanha, apresentei uma proposta em que todos os equipamentos públicos fossem adaptados para crianças especiais. Algumas dessas crianças que têm doenças de cunho motor não conseguem usar os equipamentos, e crianças com problemas psíquicos, a exemplo de crianças com autismo, possuem dificuldade de encarar algumas coisas; portanto, essa sensibilidade na acessibilidade é necessária. A educação e cultura também são importantíssimas, mas, inicialmente, eu penso que devemos cortar na pele. Um salário de 15 mil reais pago a um vereador é um absurdo, e o povo sofrendo na pandemia.

D1 – Em sua campanha política o senhor afirmou fazer parte do grupo da renovação. Como isso irá influenciar em seu mandato?

Jamessom – Eu continuo fazendo parte de um grupo de renovação. Fiz parte do grupo da renovação da Câmara, ontem tive uma reunião com os membros que fundaram esse movimento e agora vamos tratar de uma renovação na política em geral, vamos ampliar. É necessário que, em 2022, tenhamos a possibilidade de discutir um nome que saia aqui da Câmara, não só do executivo, que a discussão pelo nome de um Federal passe pela Câmara também. É necessário que Camaçari tenha no Governo do Estado um nome. Nós temos que disputar, sim, no Governo do Estado e em secretarias do Governo do Estado, para que Camaçari tenha representatividade.

D1 – Quais são os maiores problemas do município hoje? E como a Câmara pode contribuir para superá-los? 

Assista:

D1 – Como o senhor avalia o governo do Estado e o governo Federal?

Jamessom – Eu percebo que o governo Rui Costa tem feito um trabalho próximo à excelência, do ponto de vista de infraestrutura e de aproximação com prefeitos do interior, e isso é muito bom. Acredito que na democracia não temos que tratar os adversários como inimigos, tampouco achar que não estão trabalhando. O governador tem trabalhado, apesar de ser um adversário ideológico. Tenho críticas, sim, principalmente na condução da secretaria pública; também cito alguns erros em relação à região metropolitana que ele precisa corrigir. Já o presidente da República, acredito que tem feito um trabalho muito bom. Acredito que Camaçari precisa muito do apoio de Bolsonaro. Vou para Brasília, já tenho uma reunião marcada para discutir como os recursos de ministérios podem chegar a Camaçari. Não posso garantir, mas vou estar cobrando da deputada que me encaminha os ministérios, tenho visto obras chegarem em todo o Nordeste através do ministério da infraestrutura e do presidente da República. Não tenho paixões ideológicas, estou provando aqui que estou elogiando tanto Rui Costa quanto Bolsonaro.

Jamessom da Silva. Foto: Patrick Abreu/Destaque1

D1 – Qual o perfil esperado pelo senhor para o próximo presidente da Câmara?

Jamessom – Estou fazendo parte da chapa do vereador Júnior Borges, serei o segundo suplente. Ficou definido entre eu e o candidato que as pautas de renovação vão ser respeitadas, isso é inegociável. Estarei fiscalizando a Câmara de Vereadores, todos os contratos, inclusive quero saber dos contratos passados, principalmente do atual presidente. Entrei com ação de inelegibilidade contra o ex-presidente Marcelino e contra Oziel, que são oposição, então seria incoerente não investigar o presidente mesmo sendo da minha base. Há indícios de que a prática foi repetida. Peço à Justiça que, se encontrar evidências, puna. Quem errou tem que pagar.

D1 – Deixe uma mensagem para seus eleitores, e também para aqueles que ainda não te conhecem.

Ouça:

UNIÃO 1
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