Gaarc luta por qualidade de vida para animais de rua em Camaçari

Há quem diga que uma casa com um animal de estimação é uma casa mais feliz. No entanto, ainda há quem os veja como um objeto que pode ser descartado a qualquer momento. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil possui mais de 30 milhões de animais abandonados, sendo 20 milhões de cachorros e 10 milhões de gatos.

Com a ausência de leis para defender os bichinhos, são pessoas como Gisele Paz e Isabela Sousa, ambas com 20 anos, que colaboram para minimizar os danos causados pelo abandono. As amigas se uniram para criar o Grupo de Apoio ao Animal de Rua de Camaçari (Gaarc) e desde 2016 lutam para que eles possam encontrar um lar.

Ao criar o Gaarc, Gisele e Isabela fortalecem o ativismo animal em Camaçari. Foto: Patrick Abreu/Destaque1

Inicialmente, o grupo fazia apenas divulgação de animais para adoção ou que necessitavam de algum tipo de ajuda financeira, como por exemplo, para cirurgias. Logo após, surgiu o projeto ‘Alimente um Bichinho’, que consiste na instalação de comedouros pela cidade. Atualmente, os comedouros podem ser encontrados em seis locais: na Praça Abrantes e na Praça da Simpatia, e nas praças do Bairro do Natal, da Gleba E e da Gleba A.

Gisele relata que todo trabalho é feito através do apoio entre pessoas que acreditam na causa. Entretanto, ainda é pequena a presença nas ações de manutenção dos comedouros. Ela ressalta que a comunidade precisa colaborar com a preservação, retirar água da chuva, colocar ração e limpar.

Professora de inglês, Gisele teve a ideia de criar o grupo após conversar com os colegas sobre a quantidade de animais de rua em Camaçari. Foto: Patrick Abreu/Destaque1

“A gente recebe bastante apoio, principalmente pelo Instagram, recebemos muitas mensagens todos os dias, de pessoas procurando saber como podem ajudar e isso é muito importante. O que a gente sente falta, na verdade, é de uma ação mais direta no que se refere a manutenção dos comedouros, porque os comedouros que foram mais bem cuidados foram os da Simpatia, já os outros a gente tem que chegar mais junto”, relata.

Isabela explica que a escolha dos locais é feita através da necessidade. Além disso, também são avaliadas as condições físicas, para que os comedouros não sejam prejudicados e a disposição das pessoas que moram no entorno para realizar a manutenção.

Para Isabela, que é balconista de farmácia, é importante que as pessoas se conscientizem e não degradem os comedouros. Foto: Patrick Abreu/Destaque1

“A gente sempre vai onde a comunidade pede, sempre avisam que em tal bairro possui muitos cachorros, se tem como colocar, e aí a gente coloca. Pra manutenção, a gente pede pra comunidade estar ajudando, porque a gente não tem como ficar o tempo todo dando a manutenção. Já teve casos de termos que tirar o comedouro do local, pois estava quebrado e cheio de lixo”, conta Isabela.

Gisele ainda enfatiza que para reduzir o número de animais abandonados, Camaçari deveria contar com um abrigo público.

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Interessados em colaborar com o projeto podem entrar em contato com Gaarc através do Instagram.

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