O homem acusado de matar a esposa grávida de nove meses, em dezembro de 2017, no município de Serrinha, centro-norte da Bahia, foi condenado a 43 anos e 10 meses de prisão, em regime fechado. A sentença de Adilson Prado Júnior foi determinada nesta quinta-feira (7) pela morte da mulher, Daiane Reis Mota, de 25 anos.
A condenação de Adilson foi por homicídio qualificado, com agravante de feminicídio, quando a vítima é morta pela condição de ser mulher, e aborto. Daiane estava grávida de nove meses e foi morta dois dias antes da data programada para o parto.
O caso comoveu a cidade, e o corpo da gestante ficou desaparecido por dois dias. Nesse período, o acusado chegou a registrar um boletim de ocorrência informando sobre o desaparecimento da esposa na polícia. Ele acompanhou e ainda ajudou nas buscas.
Após as investigações, a polícia descobriu que Daiane havia saído de casa pela última vez na companhia de Adilson, que confessou a morte da mulher.
Ainda segundo a polícia, Adilson teria chamado Daiane para ver um terreno, e no encontro, teria matado a mulher com um tiro na nuca. Ele ainda disse às autoridades que sentiu ciúmes após ver mensagens no celular de Daiane pelo aplicativo WhatsApp e declarou que suspeitava de que a filha que a esposa esperava não era dele, o que foi desmentido por exame de DNA. Ele segue preso desde a época do ocorrido.




