Balé Folclórico da Bahia faz apresentações gratuitas em Camaçari

Como parte das comemorações pelos 30 anos de sua fundação, o Balé Folclórico da Bahia faz uma apresentação única, na segunda-feira (17), às 19h30, na Cidade do Saber, em Camaçari. A companhia, fundada e dirigida por Vavá Botelho, vai apresentar o espetáculo Herança Sagrada com a participação especial de trinta jovens da comunidade quilombola Cordoaria.

Os jovens, que vão fazer a abertura da coreografia, participaram das oficinas de dança afro e percussão oferecidas gratuitamente pelo Balé Folclórico da Bahia e ministradas durante todo o mês de novembro por Nildinha Fonseca e José Ricardo Sousa, integrantes da companhia. O espetáculo contará ainda com a participação especial do bloco afro Ilê Aiyê, que fará uma apresentação depois do Balé. O evento será aberto ao público.

A atriz Gloria Pires, que vai dirigir um vídeo documentário sobre a trajetória da companhia, estará presente no ensaio e no espetáculo em Camaçari. A estreia do espetáculo comemorativo com as novas coreografias está prevista para os dias 12 e 14 de abril de 2019, para o público, e no dia 15 de abril, para as escolas, no Teatro Castro Alves (TCA).

Foto: Andrew Eccles

O premiado Balé já se apresentou em mais de duzentas cidades e 24 países, incluindo Estados Unidos, Itália, Inglaterra, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Nova Zelândia, Austrália, Alemanha, França, Holanda, Suíça, México, Chile, Colômbia, Finlândia, Suécia e África do Sul, dentre outros.

Com sede no Pelourinho, em Salvador, atualmente, o BFB funciona em regime integral de seis horas de trabalho por dia. Os 40 integrantes da companhia – dançarinos, músicos e cantores – recebem preparação técnica para dança, música, capoeira, canto e teatro. Para preservar e divulgar as principais manifestações folclóricas da Bahia, o Balé desenvolveu uma linguagem cênica que parte dos aspectos populares e atinge questões contemporâneas.

O Balé também possui um segundo corpo de baile, que realiza espetáculos, diariamente, no Teatro Miguel Santana, no Pelourinho, tendo como público, principalmente, turistas estrangeiros e de outros estados do Brasil. “Manter uma equipe que se dedica à dança em regime integral, com intenso preparo técnico, físico e muita pesquisa, é uma luta diária. Poucas companhias de dança privadas sem patrocinador regular conseguem existir por tanto tempo, mantendo um nível de excelência técnica tão elevado e respeito do público e da crítica”, afirma Vavá Botelho, diretor geral do Balé.

*Crédito imagem em destaque: Espetáculo Herança Sagrada. Foto: Wendell Wagner

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