Em entrevista coletiva neste sábado (16) na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o senador e pré-candidato a governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), confirmou que o Partido dos Trabalhadores tem interesse em firmar aliança com o Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
“Eu não sou chefe de grupo, eu tenho uma liderança e, portanto, nós conversamos com o MDB em 2018 no sentido não de uma união eleitoral em 18, mas no sentido de que a gente respeitou o movimento deles e agora eu já tive duas ou três conversas com Lúcio [Vieria Lima], eles estão ainda no grupo de lá, porque estão na prefeitura, estão no grupo do DEM, agora um outro nome. E a decisão vai ser deles, mas se depende de uma declaração: ‘vocês têm interesse?’ Tenho”, declarou Wagner.
Na Bahia, a legenda está sob a tutela dos irmãos Vieira Lima, Lúcio e Geddel, tendo eleito prefeitos em 14 municípios. Na Alba conta apenas com uma deputada, Kátia Oliveira, esposa do prefeito de Simões Filho, Dinha Tolentino. Na Câmara dos Deputados são 38 cadeiras, sendo que nenhuma delas é ocupada por baianos, e no Senado são 15 representantes, e a Bahia também está de fora.
Já em Salvador, o MDB possui a presidência da Câmara de Vereadores, com Geraldo Júnior, que é pré-candidato a deputado federal. Atualmente o partido é ligado ao grupo político de ACM Neto (DEM) e compõe a base do governo Bruno Reis (DEM).
A nível nacional, o pré-candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva tem mantido diálogo com lideranças do partido e em viagem à Brasília chegou a se reunir com grupo político liderado pelo ex-senador pelo Ceará Eunício Oliveira.
“É igual namoro. A gente vai conversando, conversando e tem uma hora que pactua. Se quer saber se já teve convite? Já. Eu falei: estamos abertos, temos interesse”, sinalizou Jaques Wagner.
Apesar da estratégia de aliança para 2022, PT e MDB têm um passado de desavenças. Os emedebistas apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, o processo foi liderado pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados e um dos caciques do partido, Eduardo Cunha.
“Eu gosto de fazer política com os dados da realidade. Nós estamos procurando ampliar? Evidente que estamos procurando ampliar. A gente conversa com o MDB desde 2018, quando a gente não perseguiu os prefeitos que queriam votar, por exemplo, em Lúcio [Vieira Lima] e que eram da nossa base. Nós nunca fomos pedir para nenhum deles, ‘não, não aceitamos que não vote’. Porque o grupo funciona assim, se fosse em outro grupo já teriam mandado matar o cara se ele não obedecesse à ordem”.





