Bahia é o estado que tem maior taxa de incidência de doença falciforme no país, afirma Hemoba

No ano de 2008 a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu que 19 de junho seria o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme (DF). A data abre espaço para o debate sobre a doença que é genética, hereditária, caracterizada por uma alteração nos glóbulos vermelhos do sangue (hemácias) e tem presença expressiva na população brasileira.

Considerada uma das doenças genéticas mais comuns no Brasil, é na Bahia que a doença falciforme apresenta a maior taxa de incidência do país. Estima-se que para cada 650 nascidos vivos, 1 tem a doença, e, para cada 17 nascidos, 1 apresenta o traço da doença. A doença ainda não tem cura, mas, o diagnóstico precoce é fundamental para orientar as famílias quanto aos cuidados necessários, identificar situações de risco e garantir melhor qualidade de vida ao paciente.

De acordo com Fernando Araújo, diretor geral da Hemoba e médico Hematologista, a doença pode ser identificada já nos primeiros dias de vida através do teste do pezinho. Entretanto, o exame de eletroforese de hemoglobina é a outra opção para diagnóstico e pode ser realizado em qualquer idade. “Após o diagnóstico o paciente deve iniciar o acompanhamento médico adequado, que irá definir a conduta de cuidados pessoais, através de um programa de atenção integral à saúde. Na Bahia, a Fundação Hemoba é o centro de referência para atendimento às pessoas com doenças hematológicas benignas, incluindo a doença falciforme. O tratamento é realizado por equipe multiprofissional, inclui dispensação de medicamentos de alto custo, realização de exames e transfusões de sangue”, orienta o médico.

A pessoa com doença falciforme tem células que perdem o formato arredondado e assumem a forma de foice, o que dificulta a passagem do sangue pelos vasos de pequeno calibre e a oxigenação dos tecidos. É devido a esta dificuldade que os pacientes com DF podem passar por períodos de crises intensas, com dores crônicas e infecções.

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