Marielle Franco: PL quer determinar dia 14 de março como Dia de Luta Contra o Genocídio da Mulher em Camaçari

Assassinada no dia 14 de março de 2018, a vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) se tornou símbolo de resistência em lutas contra a violência envolvendo mulheres, população negra e comunidade LBGTQI+.

Em Camaçari, o Projeto de Lei n° 032/2018 pretende fixar o dia 14 de março como o Dia “Marielle Franco – Dia de Luta Contra o Genocídio da Mulher”. A matéria foi colocada em primeira votação e discussão na sessão de hoje (29), e aprovada por unanimidade.

De autoria do vereador Marcelino (PT), o PL prevê nesta data a realização de palestras e debates para discutir o tema em espaços públicos e ambientes corporativos, sejam eles públicos ou privados.

Para o petista o dia 14 merece ser mais um dia de luta contra o extermínio de mulheres; já que Marielle, após ser assassinada brutalmente no Rio de Janeiro – caso ainda sem solução – se tornou símbolo de resistência. Ela e o motorista Anderson Pedro Gomes foram mortos a tiros, quando voltavam de um evento de jovens negras. O carro em que estavam foi alvejado por 13 disparos.

Na sua justificativa, Marcelino aponta que dados oficiais revelam que em média 12 mulheres são assassinadas todos os dias no Brasil. Além disso, até 2017 o país somou 4.473 homicídios dolosos, sendo 946 feminicídios – casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero.

Marielle Franco era mulher negra, mãe, lésbica, cria da favela da Maré, socióloga com mestrado em Administração Pública e vereadora de primeiro mandato. Tinha como principal bandeira a luta pelos direitos humanos, chegando a presidir a Comissão da Mulher na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Foto: A vereadora Marielle Franco tinha como principal bandeira de luta os direitos humanos. Foto: Divulgação

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