Comerciantes denunciam intervenções da Prefeitura no Centro como causa de prejuízos

 

Cerca de 120 empresários dos mais diferentes ramos comerciais instalados no Centro da cidade se reuniram na noite da terça-feira (31), na sede da ACEC / CDL, para discutir as ações realizadas pela Prefeitura de Camaçari que estão impactando negativamente nos seus negócios e até levando comércios a fecharem as portas.

Diretor franqueado das Óticas Diniz Camaçari, Leonardo Pesil é um dos exemplos claros de como as intervenções têm prejudicado o comércio. “Tem uma obra acontecendo na frente de uma das minhas lojas há cinco dias. Colocaram uma faixa interditando a frente da loja. Por causa disso, tenho cinco dias que não vendo R$ 1 nessa loja. Eu acredito que o prefeito está tentando acertar, tem feito muitas obras, mas não dá para fazer uma intervenção dessas sem conversar com o comércio antecipadamente”, lamentou.

Contador com escritório na Rua Francisco Drummond desde 1979, Carlos Silveira ressaltou o pedido de socorro dos comerciantes da região. “Eu nunca vi a Rua Francisco Drummond como está agora. O nosso governo precisa mitigar os problemas que estão fazendo vários empresários fecharem as portas naquela rua. E digo nosso governo porque, independente de lado partidário, precisamos nos unir para fazer com que as coisas aconteçam na cidade. Têm empresários ali que me falaram que não chegam a janeiro, pois terão que entregar a chave do imóvel, uma vez que o movimento caiu indiscutivelmente”.

Presidente da Câmara de Dirigentes e Lojistas (CDL), Pedro Reis criticou a falta de diálogo da gestão pública com as entidades e o comércio antes das intervenções. “Não dá para o governo implantar coisas no centro da cidade sem ouvir os interessados diretos que somos nós comerciantes. Ninguém aqui quer fazer oposição ou ir de frente com governo. O que queremos é que o governo estabeleça um diálogo constante conosco para juntos pensarmos o desenvolvimento do comércio”.

Presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACEC), Alan Lima, destacou que o governo já recebeu a entidade noutras ocasiões, mas o que está faltando é que o estabelecido nas reuniões seja colocado em prática. “Não adianta apenas nos receber ou vir até aqui. É preciso nos participar nessas intervenções que estão impactando diretamente na sobrevivência dos comerciantes”.

Ao final da reunião, os comerciantes aprovaram um novo encontro para próxima terça-feira (6), às 17h30, na sede das entidades, dessa vez com a presença do prefeito Elinaldo Araújo (DEM), dos secretários de Desenvolvimento Econômico, Serviços Públicos, Superintendência de Trânsito e Transportes, comando da Polícia Militar e Civil e do presidente da Câmara Municipal para discutir a pauta construída na reunião.

Entre os pontos de pauta estão:

  • Discutir o projeto de mobilidade das calçadas, dos estacionamentos públicos e da implantação das ciclovias que não foi apresentado aos comerciantes;
  • Discutir as mudanças no trânsito da cidade de forma macro;
  • Discutir a forma, o planejamento e a comunicação das obras que estão acontecendo no centro impactando diretamente o movimento do comércio;
  • Discutir a Lei da Fachada que passará a cobrar de todos os comerciantes uma taxa referente à fachada de cada empreendimento comercial.

“Temos muitos outros pontos a tratar. Mas, estes são os principais. Ninguém aqui é contra as obras ou que haja mudanças no trânsito. O que todos reclamam é a forma como está acontecendo. Esperamos que os agentes políticos compareçam e nos tragam soluções. Tenho certeza que o prefeito receberá nossa pauta e buscará soluções imediatas”, finalizou Alan Lima.

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