De junho a setembro, a turma do SDL (Samba do Litoral), banda nascida em Arembepe, desembarca em quatro países da Europa. A nova turnê levará o samba camaçariense pela França, Portugal, Itália e Espanha. Ao Destaque1, o vocalista Egberto Brutus conta que o intuito é sempre promover a identidade cultural e artística pulsante no município.

“Estamos indo levar um pouco da nossa cultura”, celebra o artista, ressaltando que essa é a terceira vez que o grupo se apresenta no continente, localizado ao oeste da Ásia e norte da África.
Os “crias de Arembepe”, como costumam se identificar, carregam na bagagem 10 anos de estrada. No repertório, a marca é o samba, mas eles também misturam nuances do sertanejo, do pagode e do samba de roda, variante com raízes africanas originária no Recôncavo Baiano e considerada matriz do samba rural.
Desde 2004, a manifestação musical é reconhecida pelo Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio. Em 2005, foi denominada Obra-Prima da Humanidade, pela Unesco, além de também ser afirmada como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado da Bahia, como explica a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA).
Ademais, o grupo salienta que o reconhecimento é fruto da constância e da gratidão, mesmo quando os resultados não são os que foram planejados inicialmente. “O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo, fará coisas admiráveis”, incentiva o grupo.

No município, uma das apresentações mais recentes ocorreu no Festival de Arembepe, em março. A banda agitou a segunda noite de festejos na Arena Katita.
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