O estudante Igor dos Anjos foi o único representante da Bahia na First Championship ou World Festival, evento considerado o maior campeonato de robótica educacional do mundo, realizado na cidade de Houston, nos Estados Unidos (EUA). Ao longo da competição, os jovens foram desafiados a aprimorar habilidades de trabalho em equipe, além de construir e programar robôs de tamanho industrial para um jogo de campo difícil contra concorrentes com ideias semelhantes.

“Participar do World Festival foi uma conquista gigante, pois levei o nome da minha cidade, Candeias, para o maior campeonato de robótica educacional. Além disso, pude representar todos os estudantes e egressos da rede estadual de ensino”, avalia o estudante de 20 anos.
A trajetória de Anjos com a robótica foi impulsionada em 2021, quando ingressou no Colégio Estadual Ouro Negro. “Eu tive aulas de robótica durante o Ensino Fundamental II. Já na rede estadual, formei com outros estudantes da escola uma equipe chamada Black Gold, com o intuito de democratizar o acesso à robótica educacional. A equipe existe até hoje, com a participação de alunos de escolas estaduais e municipais”, conta.
Robótica na escola
Na região metropolitana, mais especificamente no Centro Estadual de Educação Profissional em Tecnologia, Informação e Comunicação (Ceeptic), instalado em Lauro de Freitas, um grupo de Robótica formado por três equipes de sete estudantes vem potencializando o aprendizado através dessa ciência. Na lista de itens tecnológicos já desenvolvidas estão uma pulseira rastreadora e óculos para deficientes visuais.
A mente por trás da pulseira rastreadora é Ana Clara Cerqueira, estudante do curso técnico em Manutenção e Suporte de Computadores, no Ceeptic. A adolescente de 15 anos revela que o desenvolvimento do produto contou com o apoio das colegas Rayka Ravena e Evelyn Rodrigues.
“Através do grupo, eu tive interesse em conhecer mais sobre o mundo tecnológico e me aprofundar em pesquisas relacionadas, a ponto de analisar um problema e sentir a necessidade de desenvolver algo que possa auxiliar na resolução do mesmo”, salienta.
O professor orientador Anderson dos Santos reforça o impacto da robótica no aprendizado. “A participação de alunos em projetos de robótica e tecnologia tem um impacto significativo no desenvolvimento de habilidades essenciais para o futuro. Além de desenvolver a criatividade e o pensamento lógico, essas experiências incentivam a colaboração e o trabalho em equipe. Eles aprendem a resolver problemas e a aplicar conceitos passados em sala de aula. A tecnologia também oferece uma oportunidade única de explorar novas formas de aprendizado, tornando as aulas mais dinâmicas e interessantes. Essas atividades podem despertar interesses e prepará-los para carreiras nas áreas de Engenharia e Tecnologia”, garante.




