O ano de 2024 pode ser definido como um “giro de 360º” na carreira do cantor e compositor camaçariense Zé Atunbí. No primeiro semestre, mais especificamente em fevereiro, o ex-vocalista do grupo Afrocidade adotou o atual nome artístico. Agora em carreira solo, ele acaba de lançar sua nova aposta de trabalho, o single “Só de Boca”, disponível há algumas semanas nas plataformas digitais e mais recentemente no Youtube, com um trabalho audiovisual que reforça características expressivas do artista no cenário do hip-hop.
Contemplando o rap (música), o disc jockey (animador), o breakdance (dança), o graffiti (arte) e o beatbox (instrumental), pilares que compõem o gênero musical, a canção aborda, de forma poética, elementos do sistema político e social, além de evidenciar aspectos socioculturais do brasileiro, por meio da diversidade de culturas e crenças, muitas vezes fomentada pela fé.
“O povo tá cansado, mas a fé dá força, e quem tá no Planalto tá levando a forca, o falador passa mal e ainda morde a boca, vocês é só de boca”, diz refrão da composição.
Ao Destaque1, o artista também frisou que a música é uma espécie de “grito de resgate à pretitude do Brasil, uma conclamação aos indígenas e africanos a rememorarem suas batalhas, históricas e diárias, em um convite para aquilombar-se em face da estrutura racista, opressora e colunialista de poder”.
As imagens foram gravadas em localidades como a linha férrea de Camaçari, popularmente chamada de “linha do trem”, e a Praça Desembargador Montenegro, onde está situada a Catedral São Thomaz de Cantuária, região que, inclusive, carrega fortes raízes políticas, em virtude da família Montenegro.
Assista:




