A noite desta quarta-feira (21) foi movimentada após vereadores do grupo de oposição tentarem acessar a Farmácia Popular, instalada na Casa do Trabalho, no Centro de Camaçari. Na transmissão ao vivo publicada nas redes sociais dos parlamentares, o vereador Dudu do Povo (União) tentou forçar a entrada no equipamento, acompanhado do colega de partido Jackson Josué e de Tarcísio Coiffeur (PSDB), e chegou a ameaçar quebrar as correntes.
A principal reivindicação dos políticos era de que os portões deveriam estar abertos 24h. É possível ver a chegada da subsecretária de Saúde, Gabriela Mendes, que pediu calma aos legisladores e, nas próprias redes sociais, explicou que “esse portão fica gradeado a partir das 22h, por uma questão de segurança dos nossos colaboradores”.
A subsecretária aproveitou a ocasião para explicar que funcionários ficam de plantão para realizar atendimento a todo momento. “A partir das 22h, vai estar gradeado, mas você toca a sirene. A sirene vai atender lá, e o atendente vai te acompanhar para você ter o atendimento. O funcionamento da nossa Farmácia do Povo é 24h”, explicou Gabriela Mendes.
Durante a transmissão, Dudu do Povo chegou a pedir que levassem um alicate. “Vamos quebrar só a corrente, que é direito da população. Ninguém quer quebrar patrimônio, para um bocado de ‘mimizento’ não ficar. Mas se fosse sua mãe, seu filho, seu bebezinho que precisasse de um medicamento sem você ter condição de comprar, você estaria sentido”, atacou.
“Nós estamos aqui municiados pela Lei Orgânica, que é o papel dos vereadores fiscalizar, e aqui nós estamos em um órgão público, onde nós pagamos ao servidor para ficar aqui na Farmácia. Como falou o vereador Dudu, os profissionais recebem ordem, mas nós estamos fazendo nosso papel. Tem que abrir”, disparou Jackson.
Após a chegada da representante da Secretaria de Saúde (Sesau), os portões foram abertos, e os vereadores conseguiram entrar. Gabriela Mendes acompanhou a ação e dialogou com os vereadores, que também questionaram a ausência de alguns medicamentos que não estavam expostos na prateleira, mas, de acordo com a subsecretária, estavam no estoque.
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