Uneb encerra greve, mas docentes continuam negociando em mesa permanente com Governo do Estado

Após 65 dias de paralisação, a greve dos docentes da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) chegou ao fim. Porém, a categoria afirma que continuará a mobilização para acompanhar as negociações que ocorrerão na mesa permanente com o Governo do Estado.

A decisão foi tomada em assembleia na tarde desta quarta-feira (12) no campus da Uneb no Cabula, em Salvador. E os professores acreditam terem saído com saldo positivo, porque, além da mesa permanente, garantiram promoções e orçamento para investimento nas universidades estaduais da Bahia.

A assembleia aprovou a assinatura do acordo, desde que o documento contenha os termos presentes na ata de reunião, realizada no último dia 10 na Secretaria Estadual da Educação, entre o Fórum das ADs e o governo. O texto apresenta três conquistas: as primeiras duas são de até 900 promoções docentes e a liberação imediata de R$ 36 milhões para investimento às estaduais baianas. Já o terceiro ponto é a mesa permanente de negociação, que deverá ocorrer até o final do governo Rui Costa (PT).

A expectativa do movimento docente é que sejam debatidos os demais itens da pauta não atendidos de imediato, a exemplo da implementação das dedicações exclusivas, das passagens docentes e das garantias ao Estatuto do Magistério Superior. Os diálogos deverão começar em até 72h após o término da greve e deverão ter a participação das secretarias da Educação, Administração, Fazenda e Relações Institucionais.

Vale ressaltar que mesmo com a greve encerrada, as aulas só terão início na próxima segunda-feira (17). Nesta sexta-feira (14) se junto a outros trabalhadores no movimento de Greve Nacional contra a Reforma da Previdência proposta pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Salários cortados           

Quanto à devolução dos salários cortados, segundo a ata da reunião, o Estado pagará o vencimento integral do mês de junho. Após a apresentação do plano de reposição das aulas, o mês de maio será pago junto com julho. Na sequência serão pagos os dias do mês de abril. Contudo, o pagamento parcelado dos salários atrasados é ponto de descontentamento na categoria, que ainda tentará negociar melhor maneira de receber os vencimentos.

*Com informações da Aduneb

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