O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na noite desta terça-feira (8) a fusão entre o Democratas (DEM) e o Partido Social Liberal (PSL), e oficializou a criação do União Brasil, legenda que nasce como o maior partido do país. A decisão foi unânime.
Secretário-geral do União Brasil e então presidente nacional do DEM, ACM Neto afirma que o surgimento da nova sigla representa um marco na história política do país, já que representa a união de forças “para trabalhar por um país mais democrático, livre e justo”.
“Essa eleição de 2022 é uma eleição que vai desafiar a todos, especialmente pelo cenário vivido no país, e ter um partido que nasce como o maior do Brasil e com a capacidade de representar aqueles que desejam o diálogo, a busca pelo consenso, afastar os extremismos, os radicalismos. Então, acho que é uma grande notícia”, diz o pré-candidato a governador da Bahia.
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O União Brasil será presidido pelo deputado federal Luciano Bivar, que também presidia o PSL. Nas redes sociais, o ex-aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL) comemorou a criação do novo partido e classificou a homologação da legenda como uma nova forma de fazer partido político no Brasil.
“A certidão de nascimento hoje foi chancelada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Quero parabenizar todos os membros do extinto PSL, do extinto Democratas, e hoje formamos um novo partido, um partido que nasceu da conciliação, nasceu da confluência de ideias, e eu tenho certeza que será um marco para a política brasileira, porque ele já nasce com uma identidade, com um propósito, com um objetivo, e isso é extremamente significativo para o eleitor brasileiro, e para saber que caminho estaremos”.
Maior partido
Com a fusão, DEM e PSL poderão juntar as suas bancadas no Senado e na Câmara dos Deputados. Atualmente, o PSL possui a maior bancada na Câmara, com 55 deputados, e no Senado são dois representantes. Já o DEM tem 26 deputados, décima maior bancada, e cinco senadores.
A quantidade de deputados influencia diretamente nos valores repassados pelo Fundo Partidário e no tempo de propaganda na rádio e TV.
No entanto, esse cenário pode ser alterado. Nos bastidores, há previsão de uma possível debandada dos políticos bolsonaristas, que poderão migrar para o PL ou PP.
De olho nas eleições de outubro deste ano, o União Brasil ainda planeja lançar uma candidatura à Presidência da República.



