O Teatro Módulo, na Pituba, receberá na próxima terça-feira (13) a segunda edição do “Terças Culturais”, realizado pelo Teatro Módulo e Colégio Módulo. Programado para as 18h30, o projeto tem como proposta fomentar diálogos reflexivos e construtivos sobre temas contemporâneos, frequentemente abordados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e em diversos vestibulares. O objetivo é oferecer uma experiência enriquecedora tanto para jovens estudantes quanto para o público em geral, com produções que integram diferentes expressões artísticas, a fim de estimular o senso crítico e estético, além de proporcionar momentos de aprendizado e inspiração.
Em sua segunda edição, será apresentado o programa musical “Censura em Dó Maior: Ecos Musicais da Ditadura”, com a participação especial do cantor Sérgio Nunes, da banda Adão Negro, e da cantora Clariana. Inspirados no premiado filme “Ainda Estou Aqui” e nas canções da época, a ideia é mergulhar nos ecos da ditadura militar no Brasil, um convite à reflexão, ao diálogo e à preservação da memória histórica.
Na primeira edição, realizada em 2024, o “Terças Culturais” trouxe como destaques os espetáculos “Em(cruz)ilhada” e “Nesta Data Querida”. “Em(cruz)ilhada”, monólogo escrito e interpretado pelo ator Leno Sacramento, abordou de forma contundente o tema do racismo estrutural e suas profundas repercussões na sociedade baiana e brasileira. Já o espetáculo “Nesta Data Querida”, protagonizado pela atriz Thaís Laila, que também assina o texto, a direção e a produção, trouxe ao palco uma reflexão sensível, divertida e intensa sobre a solidão, as verdades e as encenações nas redes sociais, instigando uma análise crítica da sociedade contemporânea e de seus valores distorcidos.
A ditadura militar foi um período marcado por violações de direitos, censura e repressão. Discutir esse momento da história permite que os jovens compreendam a importância da democracia e dos valores que a sustentam, como a liberdade de expressão, o direito ao pensamento livre e a participação política. Refletir sobre esse contexto ajuda a reconhecer a fragilidade da democracia, a necessidade constante de vigilância contra o autoritarismo e a relevância de lutar por uma sociedade mais justa e igualitária.
Após a apresentação, haverá um bate-papo com os artistas sobre a importância da música como instrumento de resistência cultural e crítica ao regime autoritário, uma das formas de contestação e enfrentamento ao sistema imposto pelo golpe civil-militar. Para mediar e enriquecer essa conversa, o teatro vai contar com a participação dos professores Danilo Santiago, Matheus Guerreiro e Murilo Mello.
Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla ou na bilheteria do teatro.





