Sesau: síndrome Mão-Pé-Boca pode afetar crianças de seis meses a três anos

Febre alta, erupção de pequenas bolhas, mal-estar, dor de cabeça e vômito são alguns dos diversos sintomas que podem identificar a situação epidemiológica que tem atingido a Bahia, a síndrome Mão-Pé-Boca.

A Secretaria de Saúde de Camaçari (Sesau), Diretoria de Vigilância em Saúde (Divisa) e a Vigilância Epidemiológica (Covepi) alerta a população sobre alguns cuidados a serem tomados na prevenção e tratamento da doença. A síndrome é causada pelo vírus Coxsackie A16, que atinge normalmente o intestino, causando estomatites (afta na mucosa bucal) e também lesões nas mãos e pés. Apesar da possibilidade de adultos serem acometidos pela doença, a mesma é mais comum em crianças de seis meses a três anos de idade.

A Divisa informa ainda que não existe vacina contra o vírus, que normalmente é combatido pelo próprio organismo humano no período médio de 10 dias. Os órgãos recomendam que ao perceber os sintomas, o cidadão deverá procurar uma unidade de saúde mais próxima da sua residência.

Conheça alguns dos sintomas da doença:

1. Febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;

2. Um a dois dias após a febre, surgem na boca, amídalas e faringe, manchas vermelhas com vesículas branco acinzentadas no centro que podem evoluir para aftas muito dolorosas e gânglios aumentados no pescoço;

3. Erupção de pequenas bolhas, em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Essas bolhas são de curta duração, entre sete a 10 dias, não provocam prurido e não são dolorosas;

4. Mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça, vômitos e diarreia;

5. Dificuldade de deglutição e excesso de salivação, devido à dor.

A população deverá tomar alguns cuidados para prevenção e durante o tratamento: 

– Lavagem das mãos, frequentemente, com água e sabão, especialmente, antes e depois de lidar com o indivíduo doente, troca de fralda ou levá-la ao banheiro. Se a criança doente puder fazer isso sozinha, insista para que adquira e mantenha esse hábito de higiene mesmo depois de curada;

– Evitar contato muito próximo, como beijar ou abraçar pessoas com a síndrome da mão-pé-boca;

– Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir;

– Manter um nível adequado de higienização da casa, das creches e das escolas;

– Não compartilhar mamadeiras, talheres ou copos;

– Afastar os indivíduos doentes da escola ou do trabalho até o desaparecimento dos sintomas (geralmente 5 a 7 dias após início dos sintomas);

– Lavar superfícies, objetos e brinquedos que tiveram contato com secreções e fezes dos indivíduos doentes, com água e sabão e desinfetar com solução de água sanitária diluída em água pura (uma colher de sopa de água sanitária diluída em quatro copos de água limpa);

– Descartar adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em recipientes ou lixeiras fechadas;

– Desinfetar com frequência superfícies e objetos que foram manuseados, tais como brinquedos ou maçanetas, especialmente se alguém estiver doente.

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