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Sesau acompanha 1.060 pessoas com HIV no município e alerta para Dezembro Vermelho

O Dezembro Vermelho é um movimento voltado para a conscientização e combate ao vírus.

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Foto: Reprodução

O dia 1° de dezembro é, mundialmente, marcado pela resposta à epidemia de HIV/AIDS. Entre as campanhas desenvolvidas para próximo mês, o Dezembro Vermelho tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de se prevenir contra o vírus. De acordo com o Centro de Especialidades em Saúde (Cres), em Camaçari 1.060 pacientes são acompanhados mensalmente pela equipe da unidade.

De acordo com Carla Bressy, coordenadora do Cres, 98% desses pacientes contraíram HIV por não usarem o preservativo em relações sexuais. Segundo levantamento do Centro, em 2019 surgiram 110 novos casos de HIV em Camaçari. Este ano, até o mês de outubro, foram registrados 90 novos casos. “Todos os anos temos em média 10 a 120 novos casos na cidade. Isso pode e deve diminuir. Mas, para tanto, é preciso que as pessoas se conscientizem da importância de usar a camisinha”, destaca Bressy.

A epidemia do HIV já existe há mais de 30 anos e, desde então, muitas mudanças e avanços no tratamento puderam garantir a manutenção da saúde e a qualidade de vida das pessoas que vivem com o vírus. “Infelizmente ainda temos muitas pessoas que brincam com coisa séria. O uso do preservativo é a maneira mais eficaz de se prevenir contra o vírus do HIV, e em todas as unidades de saúde do município temos distribuição gratuita”, afirma Luiz Duplat, secretário da Saúde.

No Cres, que fica localizado na Rua Oito de Dezembro, no bairro Dois de Julho, ao lado da Vigilância à Saúde, são disponibilizados diariamente testes rápidos para detecção do HIV, sífilis, hepatite B e C. “Além dos testes rápidos, também realizamos o tratamento de todos os pacientes infectados com a distribuição dos medicamentos e acompanhamento com médico infectologista, psicóloga, assistente social, nutróloga e enfermagem. Também realizamos a distribuição de preservativos”, explica Carla.

No que se refere à prevenção, atualmente, a melhor estratégia para a mudança dessa situação é a Prevenção Combinada, que faz uso simultâneo de diferentes abordagens e ações voltadas à redução do risco de exposição. As intervenções contribuem para o aumento da informação e da percepção do risco de exposição ao HIV, mediante incentivos a mudanças de comportamento das pessoas e da comunidade em que estão inseridas.

Apesar dos avanços no tratamento medicamentoso e na prevenção, o maior desafio é superar a discriminação sofrida pelas pessoas que vivem com HIV. Essas pessoas têm seus laços rompidos, sofrem exclusão no mercado de trabalho e, principalmente, barreiras no acesso aos serviços de saúde, impactando negativamente suas condições de vida e, consequentemente, seus direitos ao exercício da cidadania.

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