Com o intuito de estimular carreiras musicais negras, bem como o intercâmbio cultural e a criação coletiva, profissionais da música serão selecionados através do Projeto Salvador Sonora para uma imersão nos equipamentos Cidade da Música e Casa do Carnaval, ambos localizados no Centro Histórico da capital baiana. As inscrições seguem abertas até a próxima segunda-feira (15) e podem ser realizadas virtualmente, no endereço eletrônico disponível aqui. A seleção será realizada por meio de uma chamada pública.
O Salvador Sonora faz parte da primeira ação oficial da Agência do Trabalhador da Cultura, lançada em maio. Ao todo, o projeto selecionará oito artistas soteropolitanos e contará com um artista da Colômbia e um da Argentina, em um espaço de estímulo à criação. Podem se inscrever cantores, instrumentistas e compositores de diferentes ritmos. Haverá também reserva de vagas para mulheres e pessoas LGBTQIAPN+.
Cada participante da imersão receberá uma bolsa no valor de R$ 2 mil, sendo R$ 500 pagos no dia 5 de agosto, a título de ajuda de custo de transporte e alimentação, e R$ 1,5 mil a título de cachê pela participação, no dia 12 de agosto. Durante os sete dias de imersão, os trabalhos serão conduzidos por Jordi Amorim e Manuela Rodrigues.
O Salvador Sonora ainda tem a expectativa de reunir 400 profissionais da música nos talks, 150 pessoas na Jam, impactando um total de 560 pessoas com o projeto. A iniciativa é patrocinada pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), que apresentou à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), através da Diretoria de Cultura, o projeto Somos Grandes, com o intuito de acelerar as capacidades e talentos de artistas e empreendedores emergentes de comunidades afro-latinas e indígenas.
“Sendo Salvador reconhecida mundialmente como Cidade Criativa da Música, é dever do poder público assumir a música como trabalho e fomentar a criação artística e o acesso remunerado dos diversos trabalhadores do setor a espaços de intercâmbio e criação musical. Na prática, é isso que propõe o Salvador Sonora, esse serviço estratégico que prestamos ao setor cultural”, afirma a diretora de Cultura da Secult, Maylla Pita.
Mentores
Jordi Amorim é guitarrista, baixista, arranjador, produtor e pesquisador baiano da nova geração. No currículo, ele carrega a produção de trabalhos de artistas emergentes do cenário soteropolitano, a exemplo de Iane Gonzaga, Lucas Gerbazi e Marí Alves, além de assinar arranjos para Larissa Luz, Baco Exu do Blues, Timbalada e outros.
Já Manuela Rodrigues, com 25 anos de carreira, lançou quatro álbuns, incluindo “Grito” (2022) e “Se a Canção Mudasse Tudo” (2016). Graduada e mestre em Canto pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), é professora substituta de Canto na mesma instituição. Estudou música em New Orleans (EUA), passando a mergulhar no universo da experimentação musical.
O reconhecimento do trabalho realizado nos dois primeiros discos, “Rotas” (2003) e “Uma outra qualquer por aí” (2011), rendeu à cantora indicações e prêmios no Troféu Caymmi de Música, Prêmio Braskem de Cultura e Arte, e outros.




