Camaçari se reuniu em peso para prestigiar a apresentação de um velho conhecido: o grupo Revelação. A atração marcou presença mais uma vez no Festival de Arembepe. No Palco Katita (Arena Principal), o grupo carioca de partido alto levou o público à loucura na noite deste domingo (30), com as canções mais consagradas nesses 30 anos de existência.

Na Bahia, a banda já se sente praticamente em casa. Só em Arembepe, o grupo já participou pelo menos duas vezes do tradicional Festival. “Tem um gostinho diferente sempre, a gente já adora vir a Bahia. Esse ano já batemos o recorde, o ano mal começou e já estivemos aqui umas três vezes, fizemos o Carnaval, é maravilhoso estar aqui”, celebrou o vocalista Jhonatan Alexandre.
Ao lado de Mauro Júnior (banjo), Rogerinho (tantã), Sérgio Rufino (pandeiro), Beto Lima (violão) e Artur Luis (reco-reco), o cantor revelou projetos que estão sendo pensados pela banda e já têm previsão de sair do papel. “Gravar um DVD na Bahia está nos nossos planos. E se Deus quiser, no ano que vem vai sair”, disse o músico.
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Até mesmo a chuva deu uma trégua para o público curtir e dançar ao som dos maiores sucessos do grupo. Da plateia, Ana Carolina Sacramento, 23 anos, rememorou ao infância ao lado do pai, que costumava ouvir as músicas do Revelação. “Eu cresci saindo com o meu pai, sempre no rádio do carro dele e dos amigos ouvíamos samba e principalmente Revelação. Eu sou apaixonada por samba”, declarou. Na noite deste domingo, ela saiu de Salvador só para conferir o agito do Festival de Arembepe. “É o segundo melhor carnaval que o povo fala, e eu vim conferir”, disse.

A amiga, Nicole Costa, 22 anos, enquanto dançava, também relembrou momentos da própria história dos quais a banda carioca fez parte. “Já gostava desde pequena. Eles falam sobre sentimento, e todo sentimento é incluído nas músicas, eu me identifico”, disse a auxiliar de passageiros.

“Deixa alagar”, “Compasso do Amor”, “Jogo de Sedução”, “Fala Baixinho”, “Tá Escrito” e “Coração Radiante” foram algumas das canções clássicas escolhidas no repertório. Para todo lado, o público, agitado, dançava: sozinho ou agarradinho. Ao lado da mãe, Maria Eduarda São Ricardo, 19 anos, colocou todo seu gingado para jogo. “É o samba raiz, é o samba que a gente gosta, todo mundo curte e é bom demais”, vibrou.









