Representatividade cultural marca cortejo de Arembepe

O Festival de Arembepe teve início na manhã desta sexta-feira (29) com o tradicional cortejo em homenagem a São Francisco de Assis. Diversos grupos artísticos e culturais promovem um grande desfile de cores, dança, criatividade e muita beleza.

Os grupos que marcaram presença nesta edição foram a Capoeira Negra Luta Camará, Companhia Alaketu, Grupo Percussivo Som do Timbal, Capoeira Libertação Arte, Zumba Lidiane, Timbaluê, Flor de Lis, Beira de Rua, Filhos de Maré, Rumfagerê, Samba do Samba, Charanga Vip, Big Bang, Zambiacongo, As Baianas e Sambadeiras de Cajazeiras.

Gilmário Santos, responsável pelo grupo Big Bang. Foto: Carolina Torres

Participando da 10ª edição, o Big Bang retorna a mais um ano em Arembepe com sua maestria marcial. O responsável pelo grupo, Gilmário Santos, afirma que cada ano é um novo desafio. “Pra gente é sempre gratificante estar aqui. Todos os anos enfrentamos dificuldades para realizar essa apresentação. E agora, com o novo slogan da festa que se tornou um festival a responsabilidade aumenta, pois isso atrai mais pessoas e é dever nosso tocar mais pessoas que vem nos assistir”, conclui.

Já o contra-meste Marcos do Filhos de Maré ressalta que apesar de estar todos os anos no cortejo é necessário promover mais os grupos locais. “Claro que é importante a gente estar aqui, mas mesmo assim deve ter mais eventos na cidade e na orla. Precisamos unir e conhecer os grupos da cidade. Isso é apenas uma mostra e deve ser intensificado”.

Jackson Simões, representante do grupo Alaketu. Foto: Carolina Torres

Consagrado em todas as edições e em todas as lavagens de Camaçari, os bailarinos do Alaketu também deram seu show de coreografias no cortejo. A esquipe contou com 15 dançarinos para abrir o festival. O representante do grupo Jackson Simões afirma que o figurino dessa apresentação foi inspirada na cultura indígena, saindo um pouco dos looks afros que são usados de costume. “Fizemos toda essa produção porque agora iremos atrair mais pessoas nos apresentado em um festival”.

Quem também marcou presença foram as Sambadeiras. De acordo com as participantes a ideia do figurino floral é para fortalecer a alegria. O grupo completa três anos em 2019 e a funcionária pública Rita Andrade faz parte da roda desde a fundação.

Rita Andrade, sambadeira. Foto: Hyago Cerqueira

“Estamos aqui para prestigiar Arembepe, para passar a nossa felicidade às outras pessoas. Nós trouxemos muito, muito, muito samba e muita alegria para que ninguém posso ficar triste. Esse festival é realmente um espaço lindo e a Prefeitura está de parabéns”, finaliza a sambadeira.

Sambadeira. Foto: Hyago Cerqueira

Também mancando presença em todas a homenagens a São Francisco de Assis, a percussão do Som do Timbal desfilou com toda gratidão após ter se apresentado pela primeira vez no Carnaval 2019. “Estamos trazendo looks florido para lembrar a nostalgia do carnaval e tocando grandes sucessos do Olodum, Ilê e o pagode do Psirico. O importante é transmitir animação e agitar a galera”, destacou o maestro do Som Timbal, Douglas Barbosa.

Douglas Barbosa, maestro do Som Timbal. Foto: Hyago Cerqueira

 

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