O ex-presidente da Câmara de Camaçari e pré-candidato a deputado federal Flávio Matos (PL) publicou um pronunciamento nas redes sociais com questionamentos à medida que decretou prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em vídeo publicado nesta segunda-feira (4), Flávio afirma que Bolsonaro seria vítima de “perseguição política declarada”.
“Não dá para que a Justiça seja tão parcial assim. Não dá para a Justiça fechar os olhos para corrupções tão graves como foi o roubo dos nossos aposentados e fazer uma perseguição política declarada só porque o outro lado pensa diferente”, disse Flávio, que anunciou sua filiação ao Partido Liberal, do qual Bolsonaro foi membro, no último dia 15 de julho.
O ex-presidente teve prisão decretada nesta segunda (4), após descumprir medidas cautelares referentes a restrições do uso de redes sociais. Bolsonaro é réu na Ação Penal 2668 e responde pelos crimes de de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
“Você não precisa amar o Bolsonaro, mas você precisa, sim, se preocupar com a sua liberdade, com o seu direito de escolha. Até quando vamos poder ter o livre arbítrio de poder escolher quem deve governar? Até quando vamos chamar o Brasil de um país realmente democrático, com tudo que vem acontecendo?”, questionou Flávio.
Relembre:
Ainda nas redes sociais, o político compartilhou uma nota oficial emitida pelo diretório nacional do Partido Liberal e assinada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que pede o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. No documento, a legenda sugere que o Brasil estaria “refém” do judiciário e diz que o ex-presidente teria a “liberdade cerceada por crime de opinião”.
Veja a nota:
A petição n° 14.129, que decretou a prisão domiciliar do ex-presidente nesta segunda, afirma que o político descumpriu medidas cautelares impostas que o impediam de utilizar redes sociais, incluindo de terceiros.
No domingo (3), o filho do ex-presidente publicou um vídeo no qual Bolsonaro aparecia enviando mensagens para apoiadores durante um ato político em Copacabana, no Rio de Janeiro. Ele falava por telefone com Flávio Bolsonaro, que estava na manifestação, e colocou a ligação no viva-voz próximo ao microfone para que os apoiadores pudessem escutar o discurso do ex-presidente.
Na decisão, emitida pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro afirma que “a Justiça é cega, mas não é tola”. “Conforme tenho afirmado reiteradamente, a Justiça é cega, mas não é tola. A Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico”, diz trecho do documento.




