Próximos ao Centro de Camaçari e dois dos bairros mais antigos da cidade, quem passa pelo Bairro dos 46 e pela Bomba se questiona sobre a origem dos nomes dos locais. Como parte da série especial em alusão aos 267 anos de emancipação política do município, o Destaque1 conta a história por trás das denominações.
O Bairro dos 46 surgiu dentro do planejamento urbano dos anos 1970, quando a área fazia parte do Plano Piloto da sede. Nos primeiros registros oficiais, chegou a ser chamado de “Alto dos Noivos”, em referência às casas erguidas em um morro de difícil acesso. Pouco tempo depois, passou a ser identificado como “Quarenta e Seis – Morro dos Noivos”.
A explicação para o nome atual está ligada à linha férrea. Segundo antigos moradores, o quilômetro 46 dos trilhos passava exatamente pela região, e a referência acabou se consolidando. A partir de 1990, o “Quarenta e Seis” já figurava oficialmente como bairro de Camaçari, de acordo com um Relatório Síntese organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Sedur) em 2020, ao qual o Destaque1 teve acesso.
Já o bairro do Natal ganhou fama como ‘Bomba’ porque houve um período em que funcionava no local uma bomba d’água, responsável por abastecer as locomotivas da ferrovia. A estrutura se tornou ponto de referência e deu nome ao bairro na linguagem popular. No entanto, a própria denominação ‘Natal’ é uma referência a um senhor residente do bairro que costumava presentear as crianças no período natalino, conforme contam moradores.
A partir de 1976, com a implantação do Projeto de Urbanização e Recuperação de Áreas (Pura), a ocupação cresceu, e o bairro ficou limitado entre a linha férrea e a Gleba B. Entre 1977 e 2009, o bairro sofreu alteração de nome três vezes, sempre alternando entre ‘Bomba’ e ‘Natal’.
Vale destacar que, conforme previsto no Plano Piloto de 1975, boa parte da área do bairro que é hoje compreendida como Natal era destinada à preservação da marginal da linha do trem e do Rio Camaçari, mas havia ocupações informais na localidade.
Em um período prévio à instalação do Polo Petroquímico de Camaçari, as construções no bairro eram de taipa, e o tempo médio de permanência dos moradores era de cinco a seis anos, o que demandou a criação de projetos para a melhoria das condições de vida da população.




