A circulação da segunda edição do projeto “Sobejo Arte e Empoderamento – As Vozes que ecoam na periferia” continua, e, desta vez, sua estreia acontece no Colégio Estadual Anfrísia Santiago, no bairro de Coutos, em Salvador, na próxima sexta-feira (15), às 10h. A apresentação é gratuita, e o projeto visa discutir e conscientizar sobre as violências de gênero por meio do teatro, poesia, literatura, audiovisual e da militância feminina.
A programação inclui a apresentação do espetáculo solo “Sobejo”, que nomeia o projeto e é um monólogo estrelado por Eddy Veríssimo e conta a história de Georgina Serrat, uma mulher que vê sua dignidade, felicidade e sonhos frustrados quando descobre no casamento a face violenta do marido.
Além de Coutos, nesta edição, o projeto já passou pelo Arenoso e Cajazeiras 5, e o projeto finaliza sua circulação no bairro Uruguai, nos dias 21 e 22 de agosto, com exibição de websérie e apresentação do espetáculo. As apresentações acontecem no Espaço Cultural Alagados.
“Nosso intuito vem sendo oportunizar o acesso à arte e a cultura para todos e todas através de atividades artísticas e de mediação cultural, reconhecendo que a arte é uma forma de expressão política capaz de sensibilizar sobre questões dolorosas. Buscaremos instigar reflexões e discussões sobre o empoderamento feminino, pois apesar da implementação da Lei Maria da Penha, as violências ainda afligem mulheres de todas as camadas sociais”, diz Eddy Veríssimo.
De acordo com o Ministério das Mulheres, o maior índice de violência ainda está entre mulheres negras e periféricas, e o projeto é levado a localidades em que sejam alcançadas essas mulheres. Para os debates, estão convidadas mulheres que atuam no campo do combate à violência doméstica e feminicídio, seja pela arte, ou atuação social. O espetáculo Sobejo e os debates contarão com tradução em Libras, além de audiodescrição.
O projeto “Sobejo – Arte e Empoderamento: As vozes que ecoam na Periferia” foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura, do governo federal.




