Prévia da inflação da RMS em outubro acelera para 0,75%

Em outubro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), conhecido como a prévia da inflação, teve forte aceleração na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e chegou a 0,75%. Em setembro, o IPCA-15 da RMS havia sido o menor do país (-0,42%).

O índice de outubro foi o terceiro maior dentre as 11 áreas pesquisadas, abaixo apenas dos verificados nas regiões metropolitanas de Porto Alegre (0,91%) e Curitiba (0,78%). Ficou acima também da média do país (0,58%). Foi ainda a maior prévia da inflação para um mês de outubro, na Região Metropolitana de Salvador, desde 2012 (quando o IPCA-15 havia ficado em 0,76%).

Com o resultado de outubro, o IPCA-15 acumulado no ano de 2018 na RMS também acelerou, chegando a 3,77% (havia sido de 3,00% em setembro). Ainda se situa, porém, abaixo da média nacional (3,83%).

A situação é semelhante quando se consideram os 12 meses encerrados em outubro: o IPCA-15 acumulado na RMS acelerou para 3,64% (frente a 3,53% em setembro), mas também fica abaixo da média do país (4,53%) e se mantém como o quarto mais baixo dentre as 11 áreas.

O quadro a seguir mostra os principais resultados do IPCA-15 de outubro para Brasil e cada uma das áreas pesquisadas.

Transporte, alimentação e bebidas

Dos nove grupos de produtos e serviços que formam o IPCA-15, sete tiveram aumentos em outubro, na Região Metropolitana de Salvador.

Com fortes acelerações em relação a setembro, os gastos com Transportes (1,80%) e Alimentação e Bebidas (0,78%) foram os que mais puxaram a prévia da inflação de outubro para cima na RMS. Eles haviam sido justamente os grupos que mais tinham contribuído para deflação no IPCA-15 do mês anterior.

Dentre as despesas com transporte, o destaque ficou para os combustíveis (6,15%), com aumentos importantes tanto na gasolina (5,91%), quanto no etanol (7,28%) e, com menor impacto, no diesel (6,11%). As passagens aéreas (10,54%) também continuaram como pressão inflacionária relevante no IPCA-15 de outubro em Salvador.

No grupo dos alimentos, ficou mais caro comer tanto em casa (0,85%) quanto fora (0,65%), com aumentos importantes em itens como tomate (23,83%), pão francês (2,05%) e carne-seca e de sol (2,22%). Por outro lado, alguns produtos alimentícios registraram queda no IPCA-15 de outubro, contribuindo para segurar um pouco a prévia da inflação do mês na RMS, a exemplo das farinhas, féculas e massas (-5,63%), sobretudo a farinha de mandioca (-9,62%), e os pescados (-3,24%), com destaque para a corvina (-7,07%).

Vale destacar também a alta, no IPCA-15 de outubro, do grupo Saúde e cuidados pessoais (0,92%), sob influência de produtos e serviços ligados a cuidados pessoais (2,52%), como perfume (2,72%), artigos de maquiagem (7,82%) e produto para unha (6,67%) – os quais sinalizam uma provável influência da alta do dólar.

Fonte: Agência IBGE Notícias

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