A Prefeitura de Camaçari deverá firmar um contrato emergencial para garantir a oferta do transporte público no município e terá que elaborar um projeto que contemple um formato definitivo de implantação e funcionamento desse sistema. As ações foram definidas em reunião com o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) nesta sexta-feira (24).
Um projeto de lei para a contratação emergencial de novas empresas que assumam o transporte deve ser enviado à Câmara Municipal até 29 de janeiro. A crise no transporte público local foi agravada pelo anúncio de que as empresas responsáveis atualmente pelo serviço encerrarão suas atividades no próximo dia 15 de fevereiro. Essa data foi acordada em dezembro de 2024, após negociação conduzida pelo MP-BA, que evitou uma suspensão imediata do serviço.
A expectativa é de que a partir de fevereiro 45 veículos passem a rodar na cidade, percorrendo 27 linhas, entre sede e orla. Inicialmente, a operação emergencial deverá atuar por seis meses, podendo se estender por mais seis até que o governo municipal desenvolva estudos técnicos e de demanda mais aprofundados para fazer a concessão do serviço.
O encontro foi realizado a convite da coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (Caopam), promotora Rita Tourinho, e reuniu o prefeito Luiz Caetano (PT), secretários municipais e 22 vereadores.
“A implantação desse sistema de transporte público passa pela aprovação da Câmara Municipal, e hoje vimos aqui o compromisso geral dos vereadores em fazer isso acontecer da melhor forma para a nossa população. Esse é um tema de grande importância para nossos cidadãos que precisam desse serviço, e estaremos atentos e de prontidão para cumprir o nosso papel de trabalhar para garantir avanços para a cidade”, pontuou o presidente da Câmara, Niltinho (PRD).
Para o vereador Tagner (PT), o transporte público é um dos grandes desafios da administração municipal. “Camaçari vive a maior crise no transporte público dos últimos tempos. Em 2021, eu e os vereadores que compunham a Bancada da Oposição na Câmara entramos com uma ação na Justiça pedindo que fosse realizada a licitação do serviço, que foi feita. Mas, infelizmente, o transporte público faliu, e ficamos nesse caos. Agora, com a ajuda do MP, estamos buscando um caminho sólido para resolver definitivamente esse problema que atinge a nossa cidade”, acrescentou.




