Os grandes desafios para promoção, proteção e recuperação da saúde em Camaçari não estão alocados inteiramente nas tecnologias modernas

Ao deambular por meio dos brancos corredores hospitalares, presenciamos o que descrevem como superlotação e destinam estes fatos e imagens apenas ao âmbito SUS, de maneira fatídica. Pois o atual sistema de saúde do país, vive um grande colapso em sua gestão, claro que corroborada pela grande indústria privada da saúde, que assim como uma bactéria, que promove a gangrena, para lançar e ofertar seu antibiótico, por meio do que chamamos atualmente de PPP – Parceria Público Privada. Claro que corroborado por uma existente brecha na legislação do nosso país.

Bem semelhante ao processo de saúde e doença na fisiologia humana. A exemplo um câncer de pele. Que se inicia na estrutura epitelial do indivíduo, que possui uma carga hereditária propensa ao chamado melanoma.  Este que por sua vez não foi orientado a usar o protetor solar, sair em horários de menor incidência de raios, tornando-se uma mancha escura, similar a um sinal, que deteriora a pele formando o que chamamos de câncer de pele propriamente dito e que contribui para sobrecarga do sistema de saúde do país, estados e municípios. Social e economicamente.

Demonstrando claramente que não precisamos neste início do processo de adoecimento o uso em larga escala dos mais avançados tomógrafos, dos mais habilidosos cirurgiões, do raio x de última geração, dos mais milagrosos contrastes e quimioterápicos. Neste momento não.  Para mudar este panorama no município temos que investir primeiro no que temos de mais precioso, sua população. Através da sensibilização e educação, vislumbrando a adoção de uma nova postura. Investir no mais ousado e inovador plano de saneamento integrado, que possibilite a redução de doenças e agravos relacionado ao saneamento.

Medidas estas supracitadas que dentro de um espaço cronológico, surtirá efeitos significativos no que chamamos de índices epidemiológicos, possibilitando o avanço no que tange a educação para saúde, diminuindo as filas, corredores abarrotados, intervenções de alta complexidade, reduzindo o custo e possibilitando a administração pública investir em outros setores que precisam se desenvolver.

Atrelado a isso para promoção e proteção da saúde, se faz necessário acordar nossos colaboradores que tocam estes processos com seus jalecos brancos e adotam posições de oniscientes e onipotentes. É necessário descer do santuário e internalizar que os mesmos são peças fundamentais no processo. Pois princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde, não são apenas para se manifestar juridicamente na forma da Lei nº 8.080/1990. Lida apenas quando se está trás de uma cadeira na universidade.

Ela norteará nossas ações como profissionais do povo e para o povo, possibilitando a real humanização, por meio de ações que fortaleçam e tornem rotineiras a universalidade, integralidade na assistência, igualdade de assistência, direito a informação, a participação das comunidades, claro que fundamentada na equidade.

Acredito que assim alcançaremos e sanaremos as dificuldades de saúde no município de Camaçari.

Edvaldo Jr., historiador, pós-graduando em Direito Público Municipal, professor e palestrante. Escreve as terças a cada duas semanas.

jornalismo@destaque1.com

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