Sucesso absoluto, com casa lotada e aplaudido de pé, o espetáculo “Cantigas de Candomblé em Ópera”, do Núcleo de Ópera da Bahia (NOP), retorna na próxima sexta-feira (6), às 19h, à Casa do Benin, no Pelourinho, para mais uma apresentação gratuita. O acesso é limitado ao número de senhas, que começam a ser distribuídas uma hora antes do evento até a lotação total do espaço.
O repertório traz cantigas de candomblé e músicas sincréticas, como Ogum/Santo Antônio. As cantigas puras de tradição africana são apresentadas numa mistura de duas e três vozes que produzem um novo encantamento sem renunciar à energia de sua origem. O projeto foi idealizado pelo NOP e apresentado originalmente na França, em 2019.
No palco, as vozes de Josehr Santos (também babalorixá), Irma Ferreira, Graça Reis e Milla Franco mergulham no universo sagrado do candomblé, reinterpretando suas cantigas com a técnica do canto lírico. Essa fusão proporciona uma experiência intensa e profunda, conectando o público às raízes da ancestralidade africana.
Acompanhadas pela percussão de Luan Badaró, Brenda Silva e Alin Gonçalves, as vozes líricas dialogam com a energia vibrante dos ritmos tradicionais, em uma celebração de fé e arte que transcende fronteiras culturais.
Sob a concepção e supervisão artística de Aldo Brizzi, o espetáculo reflete o compromisso do Núcleo de Ópera da Bahia em promover a ópera de raiz afro, consolidando sua trajetória como uma companhia única no cenário artístico brasileiro. Fundado em 2016, o NOP se dedica a explorar as conexões entre a música clássica e as tradições afro-brasileiras.
O projeto “Temporada 2024 do Núcleo de Ópera da Bahia” foi contemplado pelo edital Gregórios – Ano III, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador, e da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura e governo federal.





