Novembro Azul: 68.220 novos casos de câncer de próstata irão surgir este ano

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) sobre o câncer de próstata revelam um quadro preocupante: estima-se que o ano de 2019 terá 68.220 novos casos da doença.

Tal número corresponde a sete casos a cada hora, somando 31,7% dos diagnósticos de todos os tipos da doença registrados no país, fazendo deste o mais incidente entre os homens depois do carcinoma de pele não-melanoma.

Na Bahia, a estimativa do Inca é de 4.280 novos casos da doença em 2019, sendo que, deste total, 780 casos devem ocorrer em Salvador.

Um dos principais obstáculos na prevenção e detecção desse tumor, e outros que afetam apenas a população do gênero masculino, é exatamente a falta de informação. Uma pesquisa realizada em 2017 pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) indicou que 21% do público masculino acredita que o exame de toque retal “não é coisa de homem”.

A falta de autocuidado masculino vai mesmo além das consequências para a próstata, alcançando também partes que, em tese, deveriam receber maior atenção médica: o pênis e os testículos. Ainda que menos prevalentes (2% e 5% dos casos respectivamente), os cânceres peniano e testicular também deixam o homem refém de seu próprio desconhecimento.

O tumor de pênis tem uma relação íntima com fatores que fogem da genética. A falta de uma boa higiene tem uma relação causal direta no número de casos, que são responsáveis por mais de mil amputações todos os anos. Outro fator de risco é infecção – geralmente via relação sexual – por HPV (papilomavírus humano), que hoje é considerada uma epidemia global e está prevalente em 54,6% da população brasileira de 16 a 25 anos.

O câncer testicular, por sua vez, não tem tal correlação com fatores ambientais, mas indica um dado alarmante, a maior incidência ocorre em homens mais jovens, com idades entre 15 e 50 anos. Nessa fase, segundo dados do Ministério da Saúde, existe chance de o tumor ser confundido, ou até mesmo mascarado, por um processo inflamatório ou infeccioso envolvendo o testículo. Anualmente morrem cerca de 360 pessoas pela doença, muitas vezes diagnosticadas já em estágios mais graves.

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