Devido a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), grande parte dos serviços ofertados à população foram adaptados para que o atendimento seja feito a distância. No entanto, é importante que haja recursos para atender os grupos que necessitam de ferramentas especiais, como os surdos.
Em entrevista ao Destaque1, a presidente e professora de Língua Brasileira de Sinais (Libras) da Associação de Surdos de Camaçari (Ascam), Ester Militão, relatou que a comunidade surda tem encontrado dificuldades no acesso aos serviços. “Não temos atendimento, em vários setores temos dificuldades porque não há profissionais intérpretes nem informações em Libras”, contou.
De acordo com ela, o governo tem enviado materiais que os surdos não conseguem entender. “A prefeitura manda informações escritas ou cards com número para o surdo fazer agendamento. Surdo não fala, nossa língua oficial de Libras precisa de respeito pois temos lei”, enfatizou.
Ester explica que é preciso garantir que as informações cheguem aos surdos. “A prefeitura precisa colocar profissionais intérpretes para atendimento. Os ouvintes têm informação porque ouvem, mas e o surdo? Nós da comunidade precisamos de vídeos informativos em Libras. Precisamos de acessibilidade, precisam respeitar nosso direito”, destacou.
A assessoria de comunicação da Secretaria da Saúde de Camaçari (Sesau) informou que a equipe estuda como atender a comunidade surda.
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