Na última sexta-feira (12), o Sindicato dos Professores e Professoras da Rede Pública Municipal de Camaçari (Sispec) decretou estado de greve. Em declaração, a categoria destacou que a principal motivação é a desidratação do Plano de Carreira (Lei nº 873/2008). Questionado em entrevista, o secretário de Educação, Márcio Neves, afirmou que nunca deixou de dialogar com o sindicato e que a pasta sempre atende às demandas apresentadas.
Os professores apontam que o enfraquecimento do Plano também foi impactado pela gestão passada do ex-prefeito Elinaldo Araújo (União), que, segundo a categoria, reajustou apenas os salários abaixo do piso. A reivindicação atual dos educadores é que o governo vigente não apresentou uma proposta de atualização da tabela salarial.
Durante o episódio do Destaque da Política nesta quarta-feira (17), o titular da Secretaria de Educação (Seduc), Márcio Neves, comentou sobre a postura do secretariado frente ao movimento. “Todas as vezes que o sindicato dos professores ou o sindicato dos servidores, Sindsec, precisou conversar comigo ou com a Seduc, eles foram atendidos. Nunca houve nenhum tipo de problema”, explicou.
Em seu argumento, o político apontou ainda a situação financeira da pasta, herdada da gestão anterior, como um dos fatores que dificultam novos investimentos e avanços. Segundo ele, o orçamento foi deixado em condição “muito desorganizada”.
“Nós recebemos de dívidas 20 milhões só de DEA, Despesas de Exercícios Anteriores, e mais 4 milhões de dólares de CAF [do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe]. Tive organizando o orçamento da secretaria, e para dar andamento, precisamos pagar 14 milhões deixados pelo prefeito e pela secretária anterior”, explicou.
Com as reivindicações apresentadas, os professores da rede municipal seguem em mobilização para pressionar o governo. Até o momento, não há paralisação das atividades.
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