O governador da Bahia, Rui Costa (PT), criticou a decisão da Fundação Nacional de Artes (Funarte), que reprovou apoio financeiro ao Festival de Jazz do Capão, realizado na Chapada Diamantina, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
“O que eu penso é que não dá para condicionar apoio cultural e projetos culturais, submeter a ideologia ou a critérios partidários, políticos e ideológicos. Isso é o maior absurdo, eu não concordo com isso e quem faz atividades culturais tem que ter total liberdade para expressar suas opiniões”, disparou Rui Costa durante o Papo Correria, na noite desta terça-feira (13).
A Funarte reprovou o pedido de apoio ao festival, citando Deus em um parecer técnico. Em documento, o órgão federal menciona uma publicação em rede social em que o evento se posiciona como “um festival antifascista e pela democracia”, para embasar a decisão.
O Festival de Jazz do Capão fez a postagem no dia 1º de junho, que diz: “Não podemos aceitar o fascismo, o racismo e nenhuma forma de opressão e preconceito”.
No parecer, a Funarte ressalta que “por inspiração no canto gregoriano, a Música pode ser vista como uma Arte Divina, onde as vozes em união se direcionam à Deus”. E complementou, dizendo que “a Arte é tão singular que pode ser associada ao Criador”.
Em outro trecho do documento, a fundação cita que “o objetivo e finalidade maior de toda a música não deveria ser nenhum outro além da glória de Deus e a renovação da alma”. A frase é atribuída ao músico alemão Johann Sebastian Bach, que morreu em 1750.




