Aos 81 anos, o fotógrafo Sebastião Salgado morreu nesta sexta-feira (23), em Paris, capital da França. O artista enfrentava problemas de saúde ocasionados pela malária, doença adquirida em 1990.
Nascido no município de Aimorés, em Minas Gerais, o mineiro deixa dois filhos, Rodrigo e Juliano Salgado, dois netos e a esposa Lélia Deluiz Wanick Salgado, com quem compartilhou a vida.
Salgado ganhou notoriedade nos anos 1980, ao fotografar a situação degradante dos trabalhadores da Serra Pelada, maior garimpo a céu aberto do país, no sudeste do Pará. O material se tornou o livro “Gold: Serra Pelada“, reconhecido mundialmente.
O fotógrafo recebeu cerca de 18 premiações ao longo da carreira, como o “Alfred Eisenstaedt Award“, pela Magazine Photography, o Prêmio Eugene Smith de Fotografia Humanitária, Prêmio Unesco na categoria cultural no Brasil, além do Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Harvard.
O Instituto Terra, organização não governamental de restauração e educação ambiental e desenvolvimento rural sustentável, fundado por Sebastião Salgado, confirmou o falecimento em uma publicação no Instagram.
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