A Caixa Cultural Salvador apresenta, entre os dias 15 e 23 de novembro, o espetáculo “Ninguém sabe meu nome”, idealizado e encenado pela atriz Ana Carbatti. Aclamado pelo público e pela crítica, o monólogo reflete sobre os códigos racistas tácitos da sociedade, seus impasses, impactos e possíveis propostas de reparo.
Serão seis apresentações, de quinta a sábado, às 20h. A programação também conta com uma oficina de expressão corporal e uma sessão de debate na qual serão discutidos os impactos psicológicos e sociais da violência contra corpos negros. O projeto tem classificação indicativa para 12 anos e conta com o patrocínio da Caixa e governo federal. Os ingressos para as sessões de 15 a 16 de novembro começam a ser vendidos nesta terça (12) no Sympla.
Numa conversa íntima com o público, Ana Carbatti representa Iara, uma mãe preta de meia idade que se pergunta como deve educar seu filho para enfrentar uma sociedade que não o reconhece como igual. Em cena, a atriz indicada ao Prêmio Shell e ao APTR pelo papel, se multiplica em muitas vozes e corpos, cujas expressões são as premissas do projeto. O texto é de Ana Carbatti e dramaturgia de Mônica Santana, direção de Inez Viana e Isabel Cavalcanti.
“Da reflexão ao entretenimento, provocando engajamento e empatia, distinguimos o problema do preto e o problema do branco. Iara só quer ter a certeza de que seu filho vai chegar à idade adulta e se tornar um cidadão comum e respeitado. A sua angústia sintetiza a de milhões de mães no Brasil e no mundo”, destaca a atriz, conhecida do grande público por diversos papéis interpretados no cinema e na televisão.
Sem deixar de lado o humor e a empatia, o espetáculo traz uma reflexão sobre como a sociedade ainda precisa compreender sua responsabilidade e agir para reparar sua dívida histórica com a população preta.
Atividades paralelas
Além da apresentação da peça, a circulação do projeto inclui atividades de interação com o público. Todas as atividades são gratuitas e também acontecem na Caixa Cultural Salvador. Na sexta (15) haverá um bate-papo com a atriz Ana Carbatti e a plateia, logo após a apresentação, com recursos de acessibilidade. No sábado (16), às 16h, acontece o debate ”CO-VÍTIMA – uma questão de saúde pública”, que consiste em uma conversa sobre os impactos do racismo a partir da perspectiva territorial.
Já no último sábado de apresentações (22), a atriz conduzirá a oficina “Meu corpo: ação e emoção teatral”, que parte da exploração cênica de experiências físicas e vivências pessoais dos participantes para a construção da cena. A oficina é voltada para adultos e jovens a partir de 17 anos, com ou sem experiência teatral. A atividade acontece às 13h, na sala de oficinas, e a inscrição pode ser feita através do formulário disponível no site da CAIXA Cultural Salvador.




