Mês Internacional do Teatro: Juarez Alves, o jovem que voou do palco para as telas

Tudo começou em 2002 quando Juarez Alves foi assistir um espetáculo no Teatro Alberto Martins nomeado na época de Magalhães Neto. Esse foi o ponto de partida para que ele decidisse sua paixão pela arte.

Eu vi a peça e naquele momento disse ‘pow é isso que eu quero fazer. Quero fazer teatro’

Comemoração do Dia Mundial do Teatro e Circo em 2013. Foto: Reprodução

Seus primeiros espetáculos já começaram no mesmo ano, em 2002. “Eu fui fazendo oficinas e também fui cavando oportunidades porque quando a gente começa assim não encontramos muitas oportunidades”.

Hoje com 35 anos o artista já foi ator e diretor. Seus trabalhos navegam pelo drama e comédia, mas sempre com uma mensagem a passar.  Em 2005, Juarez passou a fazer parte do elenco de “As Bondosas”, o trabalho durou 10 anos em cartaz por todo Brasil e em Portugal, onde fez parte do Festival Fazer a Festa.

Juarez pretende voltar a atuar ainda em 2019. Foto: Reprodução

Além disso, Alves soma participações nos espetáculos A Mansão Verde, O Vestido de Noiva, Rádio Veríssimo e no longa Tungstênio.

Ao ver sua face pela primeira vez nas telas do cinema nacional como parte do elenco de Tungstênio estreado em 21 de junho de 2018, Juarez afirma que é consequência de muito empenho. “Esse é o resultado de todo um trabalho que eu já venho fazendo há anos”.

O drama dirigido por Heitor Dhalia se passa em Salvador. O filme traz o uso dos explosivos para pesca na orla da capital. Também estão no elenco José Dumont, Samira Carvalho, Fabrício Boliveira, Wesley Guimarães, Sérgio Laurentino, Pedro Wagner e Betho Filho.

Tungstênio. Foto: Reprodução

Assim como a maioria dos artistas da cidade, Juarez questiona a falta de sensibilidade entre a gestão municipal e a arte.“A gente vê por exemplos nos teatros que a gestão desse lugar coloca eventos musicais no mesmo horário que acontecem os ensaios internos. Então, isso afeta quem precisa de concentração para ensaiar. É tudo uma questão de diálogo e sensibilidade.”

“É necessário fomentar a arte na cidade, realizar festivais de teatro novamente. Quando se faz esses movimentos gera um público muito maior, isso é um processo de formação e precisa ser contínua”. Alves diz que esse ano pretende retornar aos palcos e se define como uma pessoa que “é do teatro e ama o teatro”.

Em dezembro de 2018 Juarez ganhou a Medalha Desembargador Montenegro de Camaçari, que é destinada a pessoas com destaque nas áreas de arte, cultura e educação. A indicação foi feita pelo vereador José Marcelino (PT).

Eu me identifico muito com o que eu faço e me defino muito com isso. Eu não consigo viver sem arte. Faz parte de mim. Eu posso até ficar um tempo afastado, mas eu fico sempre em ebulição querendo voltar.

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