Na última terça-feira (7), a pioneira em tecnologia Meta, responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, anunciou o fim das restrições em regimento interno sobre discursos de ódio.
Anteriormente, postagens que tivessem cunho preconceituoso contra grupos de gênero eram excluídas pelas plataformas. Agora, sob nova determinação, homossexuais e transexuais podem ser associados a doenças mentais ou anormalidades em discursos políticos e religiosos.
Em comunicado, o diretor de assuntos globais da empresa, Joel Kaplan, justificou que a determinação seria uma forma de se igualar a espaços que permitem esse tipo de prática. “Não é certo que as coisas possam ser ditas na TV ou no plenário do Congresso, mas não em nossas plataformas. Essas mudanças de política podem levar algumas semanas para serem totalmente implementadas”.
A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) protocolou uma medida no Ministério Público contra a Meta. Para eles, a decisão vai contra a legislação nacional. “O estado brasileiro precisa dar respostas contundentes a essa situação! Inadmissível que isso ocorra quando temos leis que nos protegem!”.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) não considera a homossexualidade e outras condições sexuais como doenças desde 1990.




