Depois de menções negativas na Câmara de Vereadores de Camaçari feitas por Jackson Josué (União), o titular da Secretaria de Educação (Seduc) Márcio Neves revidou e garantiu que os problemas não partem dos dois lados. A declaração foi feita pelo secretário durante entrevista ao podcast Destaque da Política nesta quarta-feira (17).
“Eu não tenho tempo para ficar pensando em Jackson. Se tem [um problema] é da parte dele. Eu tenho muito o que fazer, estou muito ocupado. Vou dizer a você que ele poderia usar o mandato dele para ser mais útil para a sociedade, não ficar criando fakenews, quando fez no último [vídeo] do almoxarifado”, disparou.
No vídeo publicado na quarta-feira (10) nas próprias redes sociais, o vereador fiscalizou um galpão da pasta em que eram armazenados fardamentos e materiais escolares que, segundo ele, estava “largado às traças”. Não é a primeira vez em que o nome do professor é mencionado por Jackson.
Em setembro deste ano, o presidente do União Brasil na Câmara acusou o secretário de não incluir as cores da bandeira do Brasil nos desfiles cívicos por posicionamentos políticos. O episódio resultou em um Boletim de Ocorrência registrado por Márcio Neves sobre calúnia e difamação.
“A nossa responsabilidade com o dinheiro público fez com que pegássemos os uniformes que estavam lá. Não fizemos o que eles fizeram, de pegar o uniforme de um governo anterior e deixado lá de qualquer jeito. Nós pegamos e distribuímos todos”, refutou o secretário.
Ainda conforme o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), sucessor do próprio Jackson, o que poderia motivar a rivalidade é o ressentimento pela substituição e a superioridade na lista de suplência no pleito de 2020 por uma a diferença de 10 votos.
“Eu substitui ele quando, antes de ser do União Brasil ele era do PT. Ele deixou as contas do partido muito desorganizadas, deixou três prestações de contas sem fazer, inclusive da gestão dele. Eu deixei o partido funcionando legal”, explicou.
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