Após ter resultados de eleições questionados por diversos governos e entidades internacionais, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, diz preparar prisões de segurança máxima para encarcerar manifestantes. Declaração foi publicada em vídeo em rede social, na quinta-feira (1°). Maduro ainda afirma ter detido mais de 1.200 pessoas que participaram de protestos contestando os resultados do pleito do último domingo (28) e promete apreender outras mil.
A onda de protestos iniciou um dia após os resultados divulgados – segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Maduro teria vencido com 51,12% dos votos, mas, não apresentou o número total de votos, nem as atas eleitorais para confirmação da vitória. As organizações não governamentais do país, a exemplo da Foro Penal, registram 12 mortes durante as manifestações.
Em reação às indagações de governos de outros países, o governo venezuelano anunciou a expulsão de equipes diplomáticas de sete países latino-americanos, após acusações de fraudes eleitorais. Argentina, Chile, Costa Rica, Peru, Panamá, República Dominicana e Uruguai integram a lista. O governo brasileiro, no entanto, manifestou em nota que as eleições venezuelanas teriam ‘caráter pacífico’, ainda assim, emitiu sinal de alerta de segurança para brasileiros que estão no país.
Em entrevista à TV Centro América, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que irá ‘reconhecer a hora que for consagrada a vitória’ e considerou como ‘normal’ e ‘tranquilo’ a situação eleitoral do país. “Estou convencido de que é um processo normal, tranquilo. O que precisa é que pessoas que não concordem tenham direito de se expressar, tenham direito de provar que não concordam. E o governo tem direito de provar que está certo”, disse.




