Lotada: pacientes da UPA Gleba A são submetidos a horas de espera

Inaugurada em 2014, a Unidade de Pronto Atendimento da Gleba A/Gravatá, em Camaçari, possui capacidade para atender cerca de 300 pacientes por dia. No entanto, nesta segunda-feira (27), aqueles que se dirigiam à unidade foram submetidos a horas de espera.

Diversas pessoas chegaram ao local e não receberam nenhuma previsão de atendimento pelos funcionários da unidade. Na porta da sala de Classificação de Risco, um aviso informa que o tempo médio de espera é de três horas.

UPA da Gleba A

De acordo com o Conselho Federal de Medicina, o tempo de espera dos pacientes, após a classificação de risco, não pode ultrapassar duas horas. “Ao chegar à UPA, o acesso dos pacientes ao Setor de Classificação de Risco deve ser imediato. Assim, o tempo de espera para ser classificado deverá tender a zero, com os tempos de espera diferenciais para acesso ao médico não ultrapassando, na categoria de menor urgência, 120 minutos”.

É importante destacar que o acesso aos serviços de saúde de qualidade é um direito da população, garantido pelo artigo 6º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

Em nota, a Secretaria de Saúde (Sesau) transferiu a responsabilidade pra o Governo do Estado e as reformas realizadas no Hospital Geral de Camaçari (HGC) ao justificar que a interdição dos leitos do HGC prejudicam a UPA. “Com o início da reforma do HGC, já conhecido por sua superlotação, foi interditado um grande número dos já poucos leitos existentes na unidade. Basta lembrar, que por falta de leitos, o HGC retém constantemente as macas das ambulâncias do SAMU, prejudicando também o serviço de resgate de emergência”.

A Sesau também enfatiza que com a interdição dos leitos do Hospital Geral de Camaçari, a média de pacientes atendidos nas unidades de emergência subiu de seiscentos para mais de mil. “Antes do Governo do Estado interditar parte dos leitos do HGC, eram atendidos em média, nas cinco unidades de urgência e emergência de Camaçari, 600 pacientes por dia. Hoje estão sendo atendidos mais de 1.000 pacientes diariamente. A UPA da Gleba A, em dias de pico, atendia 250 pessoas. Hoje, devido a interdição de leitos do HGC, está atendendo em média 400 pessoas. Número que chegou a 423 atendimentos no dia 13 de maio”.

Vale lembrar que em 2018, A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nova Aliança que atendia moradores dos bairros Gleba C, Phoc 1, Phoc 2, Phoc 3, Gleba E e Parque Verde foi fechada. No local foi implantado o Centro de Atenção à Saúde da Criança. Já a UPA da Gleba B foi fechada em 2015.

Confira a nota da Sesau na íntegra 

Nota da Secretaria de Saúde de Camaçari sobre superlotação das unidades municipais de urgência e emergência

A Secretaria de Saúde de Camaçari vem a público informar que tem feito todos os esforços possíveis para garantir o atendimento de urgência e emergência nas cinco unidades de atendimento emergencial do município (UPA Gleba A, UPA Pediátrica, UPA Arembepe, PA Dr. Artur Sampaio e PA Monte Gordo). Contudo, mesmo com todas as unidades trabalhando com suas equipes completas, 24h por dia, está ocorrendo uma superlotação das unidades em virtude do bloqueio de leitos do Hospital Geral de Camaçari (HGC), que é de responsabilidade do Governo do Estado.

Com o início da reforma do HGC, já conhecido por sua superlotação, foi interditado um grande número dos já poucos leitos existentes na unidade. Basta lembrar, que por falta de leitos, o HGC retém constantemente as macas das ambulâncias do SAMU, prejudicando também o serviço de resgate de emergência.

Antes do Governo do Estado interditar parte dos leitos do HGC, eram atendidos em média, nas cinco unidades de urgência e emergência de Camaçari, 600 pacientes por dia. Hoje estão sendo atendidos mais de 1.000 pacientes diariamente. A UPA da Gleba A, em dias de pico, atendia 250 pessoas. Hoje, devido a interdição de leitos do HGC, está atendendo em média 400 pessoas. Número que chegou a 423 atendimentos no dia 13 de maio.

Além da superlotação das unidades, o que prejudica o atendimento à população, a interdição dos leitos do HGC, também está provocando outro grave problema. Pacientes que deveriam permanecer internados na UPA por até 24h, enquanto aguardam uma transferência para o HGC ou outro hospital estadual, estão há mais de 20 dias nas unidades.

A Sesau informa que, na busca de amenizar a situação provocada pelo HGC, tem feito altos investimentos em medicamentos nas UPAs e PAs, em alimentação, rouparia, lavanderia, exames laboratoriais e todos os demais insumos.

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