A LG confirmou nesta segunda-feira (5) que irá abandonar o mercado mundial de smartphones. A empresa coreana afirmou que a decisão se dá após consecutivos prejuízos, além de não encontrar um comprador para a divisão. Com o encerramento das operações, a companhia deve se tornar a primeira grande marca de smartphone a se retirar completamente do mercado.
“Desde o segundo semestre de 2015, o nosso negócio global de celulares tem sofrido uma perda operacional por 23 trimestres consecutivos, resultando em um acumulado de aproximadamente 4,1 bilhões de dólares (US) [em perdas] até o final de 2020”, informou a LG em nota.
A divisão de smartphones da LG registrou quase seis anos de perdas, totalizando cerca de US$ 4,5 bilhões. Em seu pico em 2013, foi a terceira maior fabricante de smartphones do mundo, atrás da Samsung e da Apple.
A participação global atual da LG é de apenas 2%. Ela vendeu 23 milhões de telefones no ano passado, comparados aos 256 milhões da Samsung, de acordo com o provedor de pesquisas Counterpoint. Na América Latina se classifica como a marca número 5.
A divisão de smartphones é a menor das cinco divisões da LG, responsável por cerca de 7% da receita, e deve ser encerrada em 31 de julho.
A decisão deve afetar diretamente a fábrica de Taubaté, em São Paulo, a única da empresa no Brasil voltada para a produção de smartphones. A unidade também produz monitores e conta com cerca de mil funcionários, sendo que 400 desse total trabalham na área de celulares.
A produção de monitores em Taubaté não deve ser afetada pela medida, que também não deve afetar a outra fábrica da LG, localizada em Manaus (AM), que produz aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e outros eletrodomésticos da chamada linha branca.
A LG afirma que fornecerá suporte de serviço e atualizações de software para clientes de produtos móveis existentes, por um período que varia de acordo com a região.
Na Coreia do Sul, os funcionários da divisão deverão ser transferidos para outras empresas e afiliadas da LG Electronics.



