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Lavagem de Monte Gordo consolida raízes culturais de Camaçari

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Um grande desfile de arte, cultura e diversidade tomou conta das ruas do distrito de Monte Gordo, orla de Camaçari, na manhã de hoje (18), na abertura da lavagem em homenagem a São Francisco de Assis.

Entre os grupos culturais estão as baianas de Jacuípe, Arembepe e Monte Gordo, além dos grupos de capoeira do Mestre Petróleo e Virtude Nativa, Som do Timbal, Grupo Resgate, Alaketu, Charangas e a Orquestra Big Band.

Para o prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo (DEM), o investimento nos projetos culturais e lavagens são de grande valia não só para os artistas, mas também para turistas e devotos que participam dos festejos. “Esse ano está sendo o nosso sucesso e o sucesso da cultura. As lavagens em homenagem ao nosso padroeiro é algo merecido para todos. Esse investimento que fazemos vale muito à pena não só para os artistas, mas também para todos que gostam de curtir e participar dessa celebração”.

Elinaldo Araújo, prefeito de Camaçari. Foto: Hyago Cerqueira/Destaque1

O contra-mestre do Grupo Virtude Nativa, Jefferson Matozo, afirma que em três anos de fundação essa é uma oportunidade para mostrar o talento das crianças e adultos que integram o projeto. “A gente além de se apresentar, estamos recebendo um apoio que estávamos precisando. Trabalhamos com muitas crianças e a importância de manter esse grupo vivo é para ressaltar que o crime deve ser afastado dos nossos jovens e estamos mostrando isso aqui na lavagem”, frisa.

Jefferson Matozo, contra-mestre do Grupo Virtude Nativa. Foto: Hyago Cerqueira/Destaque1

A felicidade de mostrar cor, swing e talento para a comunidade estavam evidentes no sorriso de Jackson Simões. O jovem representante do Alaketu, companhia de dança, ressalta que fazer parte de mais uma lavagem significa inovar. “Estamos na lavagem todos os anos que até perdi a conta. E cada ano é uma nova chance de inovar e investir. Nós artistas sabemos como estar aqui é importante para o nosso trabalho que não para”, conta.

Jackson Simões, membro do grupo Alaketu. Foto: Hyago Cerqueira/Destaque1

A devoção das baianas de Camaçari está fortemente presente nas lavagens de toda a cidade. Porém, a representante das baianas de Monte Gordo, Maria Elisa, diz que o espaço para as baianas da localidade deveria ser maior. “O nosso grupo tem cerca de 25 baianas e infelizmente só podemos trazer 11 delas, porque o espaço tem que ser adequado a muitos outros grupos. Essa inclusão é ótima, mas isso não pode ficar de fora e muitas vezes isso chateia a gente porque é a lavagem da nossa localidade merecemos estar todas”, critica.

Maria Elisa, baiana de Monte Gordo. Foto: Hyago Cerqueira/Destaque1

O vereador e atual presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Curvelo (DEM), destaca a importância de manter as lavagens e a valorização do artista local. “O projeto de dar mais valor ao artista local já vem sendo discutido na Câmara. É importante que todos os artistas que participam dos eventos recebam o cachê antecipado e se sintam reconhecidos por nós e por toda a comunidade”, pontua.

Jorge Curvelo, presidente da Câmara Municipal. Foto: Hyago Cerqueira/Destaque1

O som do timbal também marcou presença na lavagem de Monte Gordo. O regente do grupo percussivo Som do Timbal, Carlos Douglas, diz que cada momento é um espaço de representar, explorar e expandir o som. “A relevância disso pra gente é imensa. Os meninos vêm aqui por motivação deles mesmos, eu nem preciso falar muita coisa. Já é algo de cada um estar participando dessa celebração e aqui a gente se abrange e até renova nosso som”, diz.

Carlos Douglas, regente do Som do Timbal. Foto: Hyago Cerqueira/Destaque1

Ainda na percussão, o grupo Resgate levou para o cortejo crianças e adolescentes assistidas pela iniciativa. O projeto social atende em Camaçari 100 meninas e meninos que convivem em áreas carentes e de risco.

A organizadora do grupo, Aline Abreu, afirma que “esse projeto é um sonho que a gente desenvolve com esses meninos que merecem expandir seus conhecimentos. Além da percussão também realizamos atividades de capoeira e aeróbica. Em quatro anos estamos levando a educação e arte para perto de muitos jovens. É um projeto que transforma”.

Aline Abreu, organizadora do grupo Resgate. Foto: Hyago Cerqueira/Destaque1

Mas há também quem aproveite a lavagem para complementar a renda, além de se divertir. “Eu aproveito para comemorar, curtir e também vender. A gente que vive desse trabalho, quando chega um evento desse é uma alegria. Eu vendo muito e esse dinheiro extra ajuda muito”, fala o ambulante Raimundo de Jesus.

Além do caráter religioso, a lavagem de Monte Gordo também tem a programação com shows e a moradora da localidade, Nádia Ferreira, confessa que adora estar na folia e curtir a “pagodeira”. “Gente, estar aqui é maravilhoso. Prestigiar todos esses grupos é uma honra. Nossa cidade é muito rica e essa valorização merece crescer ainda mais. E ano que vem eu estarei aqui de novo declarando meu amor por esse evento”, declara.

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