Julho Amarelo: especialista destaca importância da testagem e diagnóstico precoce das hepatites virais

Testes rápidos para as hepatites B e C disponibilizados pelo SUS oferecem resultados em 30 minutos.
Foto: Freepik

Mais de 1,2 milhão de pessoas no Brasil vivem com hepatite B ou C sem terem sido diagnosticadas e cerca de um em cada quatro brasileiros não sabe que tem hepatite B, de acordo com o Ministério da Saúde. As hepatites virais são infecções que atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Muitas vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas.

No mês de conscientização e combate das hepatites virais, destacado como Julho Amarelo, a infectologista Vanessa Teixeira ressalta a importância do diagnóstico precoce para o tratamento das hepatites B e C, que, diferentemente da hepatite A, podem evoluir para uma doença crônica.

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“As hepatites pelo vírus A (hepatite A) costumam ter um quadro benigno na maioria das vezes, com uma incidência maior nas crianças, sendo transmitida por contaminação de fontes de água ou alimentos. Já as hepatites B e C podem evoluir para uma hepatite crônica, com uma inflamação leve do fígado, quase sem sintomas. Caso não sejam diagnosticadas, podem, com o tempo, gerar uma cirrose ou câncer de fígado”, explica a infectologista.

Com transmissão predominantemente sexual ou por objetos perfuro cortantes contaminados (agulhas, alicates de unha, etc), as hepatites B e C podem ser detectadas em apenas 30 minutos por meio de testagens disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). “É muito importante realizar exames de rotina para hepatite B e C, mesmo sem sintomas, a fim de detectar precocemente uma hepatite silenciosa”, orienta a Dra. Vanessa.

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Além dos testes rápidos, manter a vacinação em dia é outra ação muito importante para prevenção das hepatites. As vacinas contra hepatite A e hepatite B são disponibilizadas pelo SUS para todas as crianças e adultos. Para hepatite A, são aplicadas duas doses a partir de um ano de idade e para a hepatite B são três ou quatro doses a partir do nascimento. A hepatite C ainda não conta com vacina disponível.

A especialista destaca que os tratamentos das hepatites B e C são realizados com medicações antivirais, disponíveis no SUS e com boa eficácia. “O maior mito envolvendo hepatites virais é que a hepatite crônica não tem cura. Hoje já temos esquemas terapêuticos de excelente eficácia, principalmente para a Hepatite C, com taxas de sucesso próximas a 100% em 4 meses de tratamento”.

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