Cineasta, cronista e jornalista, Arnaldo Jabor, 81 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (15), em São Paulo. Desde dezembro ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).
Integrante do Cinema Novo, ele dirigiu sete longas, dois curtas e dois documentários. Jabor participou da segunda fase do movimento e se formou pelo curso de cinema do Itamaraty-Unesco em 1964.
Entre as obras produzidas estão o documentário “Opinião Pública” (1967); o longa de ficção “Pindorama” (1970), indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes; “Toda Nudez Será Castigada” (1973), filme que venceu o Urso de Prata no Festival de Berlim e um troféu no Festival de Gramado; “O Casamento” (1975), que rendeu à atriz Camila Amado o Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante e ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado; “Tudo Bem” (1978), vencedor do prêmio de Melhor Ator Coadjuvante e de Melhor Filme no Festival de Brasília.
Além do longa “Eu te amo” (1981), “Eu Sei que Vou Te Amar” (1986), indicado à Palma de Ouro de melhor filme do Festival de Cannes, ele também assinou o roteiro e direção de “A Suprema Felicidade” (2010).
A estreia como cronista foi em 1991, com comentários para jornais, programas de TV da Globo e de rádio. Ainda na década de 90, começou a trajetória na literatura, sendo a primeira publicação “Os canibais estão na sala de jantar” (1993). Ao todo foram oito livros de crônicas publicadas, sendo os dois últimos “Amor é prosa” (2004) e “Pornopolítica” (2006).
Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.
*Com informações do G1




