O candidato a governador da Bahia João Roma (PL) rebateu hoje (20) as falas dos adversários sobre o Brasil ter retornado ao Mapa da Fome durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-ministro disse que é mentira afirmar que milhões de brasileiros passam fome, e que o país zerou a fila do programa Auxílio Brasil, que atualmente atende mais de 20 milhões de famílias com o valor de R$ 600.
“Não é correto afirmar que mais de 30 milhões de brasileiros passam fome, pois isso não é a realidade. Além disso, hoje nós temos um programa social que, diferente da época do PT, chega a mais de 20 milhões de famílias brasileiras, pagando o mínimo de R$ 600. Então, por si só, os dados já comprovam que isso [a narrativa de que o Brasil retornou ao mapa da fome] não condiz com a realidade”, disse Roma em entrevista à Rádio Mix FM, na manhã desta terça-feira, em Salvador.
Conforme o relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil retornou ao Mapa da Fome, com 4,1% da população afetada pela fome crônica, o equivalente a 61 milhões de pessoas que não têm certeza de quando vão fazer a próxima refeição e sofrem com a chamada insegurança alimentar. Esse percentual está acima da média mundial.
Entre 2014 e 2016, menos de 4 milhões de brasileiros viviam em situação de insegurança alimentar grave. Já entre 2019 e 2021, 15 milhões de pessoas no Brasil passaram fome. Um país entra para o Mapa da Fome quando mais de 2,5% de sua população enfrenta falta crônica de alimentos.
Roma reforçou que o discurso da esquerda é uma narrativa. “O que se observa é que zeramos a fila do programa social. São dados de uma narrativa que não condiz com a realidade do nosso Brasil. Se tivesse 30 milhões de pessoas passando fome no Brasil, ninguém poderia andar na rua. E o que se observa hoje é que nós conseguimos triplicar os recursos da distribuição de renda no estado brasileiro”, disse.
O candidato a governador, apoiado por Bolsonaro, disse que “não adianta tentar enfiar uma narrativa de grupos de esquerda que tentam pintar um Brasil que não é o que nós estamos vivendo, muito pelo contrário, é motivo de orgulho para todos nós, que pelo terceiro mês está com deflação e bate recorde no número de empregos gerados, diferente da época do PT, que desestruturou todo o Brasil e deixou muita gente desempregada na rua, na miséria”.




